Sem leitos públicos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulto e com as unidades de saúde sobrecarregadas, Joinville, no Norte de Santa Catarina, deve emitir ainda nesta segunda-feira (8) um novo decreto com medidas restritivas mais duras com o objetivo de frear o avanço da transmissão do coronavírus.
Aulas presenciais não devem ser suspensas em Joinville em novo decreto – Foto: Divulgacão/O Trentino/NDApós uma reunião no domingo (7), o Gabinete de Crise deve se reunir novamente nesta segunda-feira para definir as ações e entre os principais serviços que geram dúvidas na população está a continuidade das aulas presenciais, adotadas em Joinville desde o mês de fevereiro.
O prefeito Adriano Silva já havia tranquilizado a população e garantido que as aulas não seriam interrompidas e o planejamento não seria alterado. “Não existe a necessidade de proibir as aulas porque o problema não está na educação”, disse.
SeguirDurante a reunião do domingo, ele voltou a enfatizar que as aulas “não são o problema” e apesar de programar o endurecimento das medidas, as aulas não serão afetadas.
Entre os argumentos estão o baixo número de casos nesta faixa etária e a ocupação dos leitos de UTI no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria. Na última atualização, são sete leitos entre neonatal e pediátrico, destes, apenas um está ocupado.
O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) já emitiu comunicado ressaltando que as aulas são serviços essenciais e a suspensão não deve acontecer antes da proibição de outras atividades.
Ainda nesta segunda-feira, a prefeitura deve divulgar as novas medidas que passam a valer a partir de quarta-feira (10).