Em ano de Copa do Mundo, o evento pode ser abordado de forma que vai muito além do futebol. Com 32 países participantes e torcedores do mundo todo, a competição pode ser também uma forma de conhecer e se aprofundar em novas culturas, podendo ser abordado em sala de aula.
Estudantes aprenderam sobre a cultura dos países participantes da Copa do Mundo – Foto: Marcele Vieira/Divulgação/its TeensRealizado pela primeira vez no Oriente Médio, no Catar, o Mundial despertou a curiosidade de diversos fãs do esporte – e não foi diferente com os estudantes da Escola Municipal Governador Pedro Ivo Campos, em Joinville. A Copa do Mundo virou tema de um projeto realizado pela turma do 4º Ano C, ministrada pela professora Marcele Vieira.
Os alunos iniciaram a atividade com uma produção textual sobre a Copa do Mundo. As crianças aprenderam quantos países fazem parte da competição, o país-sede, a localização, os pontos turísticos e as vestimentas do local.
SeguirOutro ponto que chamou atenção foi o mascote deste ano, o La’eeb, com um visual que roubou a cena. Diferente do nosso Fuleco, em 2014, que representa um tatu-bola (animal natural da região de caatinga no nordeste brasileiro), o La’eeb é inspirado no Keffiyeh, lenço para cabeça característico do Catar.
O objetivo do projeto era colocar em prática a teoria aprendida e, para isso, foi feito de forma multidisciplinar, trabalhando com os componentes de Língua Portuguesa, Geografia, História, Arte e Ensino Religioso.
Segundo a professora, o propósito era difundir atividades de respeito à diversidade cultural e de repúdio à violência, conhecer diferentes aspectos da formação cultural e dos costumes dos países participantes da Copa do Mundo e também valorizar o trabalho coletivo.
Cada dupla representou um país que irá disputar a Copa do Mundo – Foto: Marcele Vieira/Divulgação/its TeensA turma foi dividida em equipes e puderam escolher entre 14 países participantes para elaborar o trabalho.
Cada grupo criou um livro com as curiosidades da nação escolhida, uma maquete para representar o local, cartazes e objetos que fazem parte do país.
Com o projeto pronto, os alunos apresentaram os trabalhos para a escola.
Assim como o futebol precisa que todos os jogadores estejam trabalhando em conjunto para ir bem na partida, a professora também quis ressaltar a importância da cooperação entre os estudantes.
“Lembrando frequentemente aos alunos que somos um time e que um time não ganha sozinho, precisamos uns dos outros para irmos além e conquistarmos nossos sonhos”, conta Marcele.
Para a professora, o trabalho também pode explorar outras habilidades e competências dos alunos, com a leitura de diferentes gêneros textuais, pesquisa e formulação de conceitos, análise, inferências e intertextualidades.
A experiência foi considerada de muito sucesso pelos alunos. “Nos ajudou bastante na nossa oralidade e também a conhecer melhor os países. A gente começou a falar bem melhor e também na nossa escrita”, comenta a estudante Elisa Roganski Romanus.