Covid-19: a discussão sobre as aulas presenciais em Florianópolis

Greve dos trabalhadores da educação, considerada ilegal pelo Judiciário, compromete cronograma de retomada

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O impasse em torno da greve dos trabalhadores da educação de Florianópolis, já declarada ilegal pelo desembargador Paulo Ricardo Bruschi, do TJ-SC, ameaça o cumprimento do calendário que prevê retomada das atividades presenciais até, no máximo, nesta sexta-feira (9).

Retorno das aulas presenciais no atual momento da pandemia causa discussão em Florianópolis – Foto: PixabayRetorno das aulas presenciais no atual momento da pandemia causa discussão em Florianópolis – Foto: Pixabay

De acordo com informações da Secretaria da Educação, das 123 unidades da rede pública municipal (escolas e creches), cinco estão totalmente paradas, 101 funcionam parcialmente e 18 operam normalmente.

Os servidores sustentam que não há segurança para o retorno das aulas presenciais no atual momento da crise sanitária e pedem que isso aconteça só depois que a comunidade escolar seja imunizada contra a Covid-19.

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O assunto será tratado nesta quinta-feira (8), às 14h, em reunião marcada pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara, com a participação do Conselho Municipal de Educação, Sintrasem, Sindicato das Escolas Particulares, Vigilância Epidemiológica, Secretaria da Educação e do médico Cecim El Achkar.

O Legislativo também vota nesta quinta um requerimento da vereadora Manu Vieira (Novo) para a realização de uma audiência pública. “A paralisação do serviço, sob pretexto de inviabilidade sanitária é uma verdadeira afronta à ordem constitucional. A experiência em muitos países demonstra que a reabertura das escolas não causou aumento das infecções”, afirmou Manu na justificativa.

Além disso, ela citou que o fechamento das escolas dificultou denúncias de violência sexual e lembrou que um número considerável de crianças e adolescentes depende da merenda escolar para suprir a alimentação diária.