Defesa Civil interdita escola que está cedendo em Florianópolis; veja como ficam as aulas

Uso parcial poderá ocorrer apenas com a instalação de barreiras físicas que delimitem área segura; interdição permanecerá até nova perícia que indique causa do problema

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Redação ND Florianópolis

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A Defesa Civil de Florianópolis interditou temporariamente as áreas sob risco na escola Júlio da Costa Neves, localizada na Costeira do Pirajubaé. A decisão foi oficializada no fim da tarde desta segunda-feira (20). Parte do chão está cedendo, o que provoca crateras e rachaduras, situação que se agravou ao longo da última semana.

 Defesa Civil interdita escola que está cedendo, em FlorianópolisEscola foi erguida em 2014, mas já precisou passar por uma série de reparos – Foto: Leo Munhoz/ND

O auditório e o pátio interno devem ser interditados devido a instabilidade do solo, detalhou a Defesa Civil. O laudo apontou solapamento, desnivelamento e o descolamento do piso, além de infiltrações e rachaduras em paredes, pilares e vigas.

Os locais citados só podem ser utilizados novamente caso seja garantida a segurança. As demais áreas do colégio, como os prédios de aula, podem ser frequentados apenas se as áreas afetadas forem isoladas fisicamente, com tapumes ou grandes. As barreiras devem também identificar o risco.

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Os problemas não estão só no chão e nas paredes. Foi identificada também a queda pontual do forro do auditório, o que demonstra “sinais de risco quanto ao uso coletivo dos espaços”. Nesta área, para a liberação, será necessário ainda a retirada ou o reparo do forro.

Aulas só voltam após perícia

A volta às aulas, entretanto, depende de outro procedimento. A SED (Secretaria Estadual de Educação) informou nesta segunda-feira (19) que aguarda a realização de uma perícia focada na identificação da causa dos problemas na escola. A perícia está em fase de contratação.

Duas possibilidades são consideradas pela pasta. Se a investigação concluir que a escola ainda tem condições de atender a comunidade, a opção será uma reforma. Caso contrário, poderá ser construída uma escola modular.

Por conta disso, os 966 alunos da Escola Júlio da Costa Neves só devem voltar ao ensino presencial em 2022. A situação desagrada um grupo de pais por conta do risco e também pela necessidade do ensino remoto. Eles estão procurando novas escolas para os filhos e marcaram uma manifestação para a tarde de sexta-feira.

Problema antigo

A instituição foi fundada em 2014 e atende desde crianças do primeiro ano do ensino básico até jovens no último ano do terceirão. Foram investidos cerca de R$ 7,18 milhões. Devido aos problemas com rachaduras, reparos foram feitos em 2016 e 2018.

Por conta da necessidade de novas reformas, as aulas são realizadas remotamente mesmo após o retorno do ensino presencial na rede estadual, que ocorreu em fevereiro.

Desde então, apenas o setor administrativo trabalhava presencialmente. A situação mudou na última sexta-feira, quando a Secretaria de Educação deu ordem para a interdição administrativa. Apenas um guarda está trabalhando no local.

Esta é a segunda instituição de ensino interditada no bairro nos últimos dois anos. Em 2019, a Defesa Civil também condenou a Escola Municipal Anísio Teixeira por conta de problemas de infiltração. Os alunos aguardam até hoje a conclusão da nova escola, que ainda não saiu do papel e deve ser erguida ao lado da Creche Hassis.

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