Avaliação confirma defasagem no aprendizado durante a pandemia em Joinville

Estudantes passaram por avaliação que confirmou os impactos da distância dos alunos da sala de aula

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Redação ND Joinville

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Dois anos de pandemia e muitas adequações em Joinville para evitar que os estudantes “perdessem” dois anos letivos. O esforço das secretarias de educação para tentar contornar uma situação atípica fez com que escolas adotassem modelos não tradicionais de ensino. Apesar disso, os impactos na aprendizagem foram inevitáveis.

Pandemia impactou diretamente o aprendizado devido às adequações – Foto: Marcelo Thomazelli/NDTVPandemia impactou diretamente o aprendizado devido às adequações – Foto: Marcelo Thomazelli/NDTV

Depois de revezar entre casa e escola para dar continuidade aos estudos em 2021, 14,3 mil alunos da rede municipal de ensino do 2º, 5º e 9º ano passaram por uma avaliação respondendo a 10 questões de Língua Portuguesa e Matemática em dezembro do ano passado a fim de avaliar o aprendizado híbrido.

O resultado apontou perdas no aprendizado, especialmente no 9º ano. “É natural que quanto avançado esteja o aluno, o impacto é maior por conta da terminalidade do ensino. Há conteúdos que são mais específicos. Quando ele perde essas aprendizagens é um pouco mais difícil de recuperar porque os professores têm horas-aula limitadas, tem que fazer um trabalho dentro da grade que está estabelecida. O professor de anos iniciais tem mais tempo com o aluno para essa recomposição”, explica o secretário de Educação, Diego Calegari.

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Aos 8 anos, o estudante Vicenzo Moya Tasca tem diversas atividades já previstas na agenda escolar e conta a importância de estar em sala de aula. “Aqui você pode conversar, pode prestar atenção na professora ao invés de prestar atenção nos seus pais que não são profissionais”, fala.

Na Escola Municipal Pastor Hans Muller, os impactos foram sentidos principalmente na disciplina de matemática. Além disso, os estudantes dos anos iniciais também não foram alfabetizados de maneira adequada.

“A alfabetização é uma grande preocupação porque as turmas de 1º e 2º ano passaram quase todo o período da pandemia afastados da escola, mesmo quando nós voltamos com  o híbrido ainda não tínhamos essa criança em período integral. Terminando o segundo ano, fechamos o ciclo de alfabetização, o problema é que muitas não conseguiram fechar. Esse diagnóstico permite que ao longo desse ano letivo possamos fazer as correções”, salienta o diretor Adilson Lipinski.

Joinville fechou um contrato de cinco anos com o Caed (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação), da Universidade de Juiz de Fora para o programa Bússola, que tem o objetivo de direcionar as ações de recuperação de acordo com as necessidades de cada estudante.

“Faremos essa recuperação, temos o programa Aprender Mais, que é um programa de reforço escolar robusto, contratamos mais de 300 professores de reforço para ajudar essas crianças e adolescentes a conseguirem chegar na aprendizagem correta. A nossa meta é que eles terminem o ensino fundamental com a aprendizagem completa, garantindo que esses alunos aprendam tudo que têm direito e precisam”, finaliza.

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