Se você sonha em construir uma carreira profissional como advogado(a), promotor(a) ou juiz(a), saiba que a graduação passa pelo curso de bacharel em Direito, além de aprovação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Para esclarecer sobre a profissão, Jéssica Michele Fischer, ex-aluna da Rede Municipal de Ensino de Joinville, explica sobre atuação, mercado de trabalho e desafios da profissão. Acompanhe!
Jéssica acredita que com o direto ela poderá trabalhar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/its TeensNome completo: Jéssica Michele Fischer
SeguirProfissão: Advogada
Formações: Bacharelado em Direito (2016) pela Unisociesc. Pós-graduação em Direito Constitucional (2021 – em andamento) pela Academia Brasileira de Direito Constitucional – ABDConst
Escola onde fez o Ensino Fundamental: Escola Municipal Governador Heriberto Hülse (pré-escola a 4ª série) e Escola Municipal Prefeito Geraldo Wetzel (5ª a 8ª série)
O que faz um advogado?
A receita básica para ser advogado é graduar-se em um curso de Direito e obter nota mínima na prova de habilitação profissional aplicada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Penso que isso, por si só, não basta. Pessoalmente, acredito que é a capacidade de orientar-se para responder aos desafios cotidianos que definem, pouco a pouco, o advogado.
Ele é como um atleta que se dedica ao máximo ao esporte, procurando sempre o melhor desempenho, e sabe que para isso é preciso entender bem as regras do jogo e usá-las em favor do direito de cada um a ter protegidos os seus direitos.
Quais as possíveis áreas de atuação para quem se forma em Direito?
Inúmeras! Criminal, civil, consumerista, societária, trabalhista, tributária, administrativa e outras tantas.
Qual é a sua área de atuação e como se interessou por ela?
Atuo na área trabalhista, em favor de empresas. O trabalho é uma das bases da sociedade em que vivemos e, com isso, é natural que o direito do trabalho esteja presente no dia a dia das pessoas, do mais pobre ao mais rico, de uma maneira bastante evidente, diferente de outras áreas.
Me interessei por esta especificamente porque, além de ter tido a oportunidade iniciar minha carreira num escritório de referência em Joinville, que, sem dúvida, me tornou uma advogada “de verdade”, coisa que só se aprende com a prática, foi a que mais dialogou com meu interesse por pessoas, por política, por direitos humanos e outros assuntos que julgo bastante sensíveis.
Em outras palavras, escolhi o direito do trabalho pelo seu dinamismo e conexão com outras áreas do conhecimento, o que, para mim, é muito satisfatório.
Quais os caminhos você percorreu para chegar nesta posição profissional?
A história é longa, mas resumidamente: iniciei o curso de direito em 2009 e terminei em 2016. Isso mesmo! Foram sete anos de curso, ao invés de cinco. Isso aconteceu porque saí do Estado por alguns meses e, ao retornar, ingressei em outra instituição de ensino cuja grade curricular (a lista de matérias a ser cursadas dentro de um semestre ou um ano) e carga horária eram diferentes.
Fiz algumas adaptações e acabei atrasando a finalização do curso. Isso não me prejudicou de forma alguma! Pelo contrário, senti que finalizei essa etapa da minha vida quando me sentia realmente madura para tanto.
Ao longo destes sete anos, fiz vários estágios profissionais, em áreas diversas, e terminei sendo contratada como advogada em um dos lugares onde estagiei e trabalho até hoje.
Em que fase da vida você decidiu fazer este curso?
Decidi ainda no Ensino Médio, porque trabalhava em um escritório de advocacia.
Quais são os desafios que um profissional de Direito enfrenta no mercado de trabalho?
A demora de resposta da Justiça, a resistência do Poder Judiciário em rever posicionamentos consolidados que muitas vezes não respondem satisfatoriamente os problemas, a precarização das condições de trabalho e remuneração, frequentemente motivada pelo número de profissionais do mercado, dentre outros que neste momento me fogem à memória. Parece assustador, eu sei, mas é possível lidar (não sem algum engajamento, é claro!).
O que você mais gosta da sua profissão?
Posso trabalhar em prol da construção de uma sociedade justa, livre e igualitária. Acredito no direito como uma potência, uma necessidade para chegar a este objetivo.