A educação financeira na escola é um desafio para muitos, em qualquer idade, e facilitar o entendimento das operações básicas também é dever dos educadores. Por isso, as crianças do quinto ano da Escola Municipal Professor Avelino Marcante (extensão), em Joinville, criaram um brechó, sendo responsáveis por arrecadar e vender as peças, além de gerenciar os lucros.
Os alunos do quinto ano aprenderam na prática educação financeira com brechó escolar – Foto: Maria Cristina Conceição da SilvaA iniciativa nasceu da necessidade de inserir a educação financeira na escola de forma real, de maneira que os estudantes pudessem entender que as contas fazem parte do cotidiano, indo além dos exercícios em sala de aula.
“Trabalhar a educação financeira com situações reais forma cidadãos conscientes do consumo e economia”, conta a professora Maria Cristina Conceição da Silva.
SeguirA definição de estratégias, vendas e mensuração de resultados foi feita pela equipe, que agendava reuniões para alinhar as dificuldades e definir as próximas tarefas de cada cargo – gestor, vendedor, operador de caixa, estoquista e embalador. A meta foi definida no coletivo.
“É notável a mudança na concentração, atenção e realização de cálculos mentais. Muitos tinham medo de matemática; outros apenas decoravam o conteúdo. Agora notamos que estão mais atentos, que realmente entendem e praticam o que aprenderam. Matemática para eles já não é algo tão assustador ou chato quanto era antes”, explica a educadora.
O registro das transações, no caixa, era o momento preferido dos estudantes, que precisavam de rapidez para receber o dinheiro e entregar o troco completo.
Além da educação financeira na escola, a atividade trabalhou outros componentes curriculares, incluindo o português (criação de cartazes) e ciências (consumo consciente). A tarefa de educação financeira na escola contribuiu com o desenvolvimento da liderança, resiliência e pensamento colaborativo.
“Notamos como é importante levar os alunos a viver situações da vida adulta, como atuar com profissões, por exemplo. A cada semana eles faziam um rodízio de funções e tiveram a oportunidade de conhecer e lidar com os desafios de cada uma. Ao final de cada dia, podíamos ouvir: “trabalhar não é fácil”, menciona Maria.
A vivência foi em conjunto com todas as crianças da unidade, incluindo as turmas do primeiro ano, que estavam sempre comprando novas peças. Os pais e os colaboradores também usufruíram da alternativa, garantindo algumas roupas para o inverno.