O governo Carlos Moisés viveu um dia de correria, sobretudo, pelo impasse surgido na divulgação da tabela salarial dos professores. A prometida descompactação acabou frustrando a maioria dos efetivos.
A estratégia desenhada há mais de 10 dias de um ato solene, com muito foguetório, na entrega do projeto de lei na Assembleia Legislativa, capotou na última hora. Motivo: houve forte reação dos professores nas redes sociais contra os valores contidos na proposta oficial.
Carlos Moisés em entrevista à RecordTV e à CNN Brasil, em São Paulo, sobre ICMS – Foto: RecordTV/NDResultado: o prometido projeto de lei, com substancioso reajuste salarial ao magistério, acabou não sendo entregue. Os secretários que estiveram com o presidente Mauro de Nadal e com vários deputados apresentaram apenas um ofício como ato simbólico.
SeguirO fato mereceu uma leitura jocosa da presidente da Comissão Especial que tratou da descompactação, deputada Luciane Carminatti, definindo o ato como “projeto da pasta vazia”.
O secretário da Educação, Luiz Fernando Vampiro, anunciou que o projeto estava na Casa Civil e que seria levado ontem à Assembleia.
A leitura feita entre parlamentares indicava recuo do governo na entrega do projeto para fazer alguns reajustes. Houve críticas também de deputados, o que poderia criar problemas na apreciação pelo legislativo.
Outro fato político relevante: o Sinte realiza hoje, a partir das 14horas, a primeira assembleia estadual presencial desde que eclodiu a pandemia. E a pauta principal é justamente avaliação e decisões sobre o Plano de Carreira do Magistério.
O governo criou uma grande expectativa entre os efeitos, com a concessão do piso dos ACTs de R$ 5 mil e acabou decepcionando com os valores propostos na nova tabela. Apenas 0,34% dos professores tem doutorado para os badalados R$ 11 mil. E a maioria, com graduação e especialização, terá reposição de apenas 10%.