Educadora de SC ressalta como a emancipação feminina é um dos principais efeitos da Educação

Mestre em Educação pela UFSC fala sobre como a sociedade tem sido beneficiada com a formação cada vez mais frequente de mulheres

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Redação ND Florianópolis

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“A educação é um dos principais recursos para emancipação das mulheres”. A frase entusiasta é da educadora e coordenadora pedagógica do COC, em Florianópolis, Marli de Souza Carvalho, de 49 anos, que, apaixonadamente, fala sobre a importância do papel da mulher na educação.

“Mulheres no ensino superior ultrapassa os 50% das matrículas de graduação, e que na docência esse número também é bastante significativo”, complementa.

Marli de Souza Carvalho, de 49 anos, é mestre em Educação pela UFSC – Foto: Divulgação/NDMarli de Souza Carvalho, de 49 anos, é mestre em Educação pela UFSC – Foto: Divulgação/ND

À frente de um cargo de liderança, Marli, que é mestre em Educação pela UFSC, avalia que a sensibilidade feminina auxilia muito na perspectiva que se tem do outro, a melhor compreendê-lo.

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“Na minha função de coordenadora pedagógica, o intuito é receber de forma carinhosa o aluno, a família, o professor. De acordo com os dados do Censo da Educação Básica 2017, as mulheres formam 81% do professorado na educação básica brasileira. A cada ano elas conquistam mais espaço na sociedade e isso traz muitos benefícios, inclusive para contribuir com sua independência financeira”, acrescentou a educadora.

Confira a entrevista:

A presença das mulheres na educação brasileira, especialmente, na educação básica, é forte. Quais são as conquistas da mulher na educação?

A mulher conquistou direitos como  participar de olimpíadas, votar, ter acesso ao anticoncepcional, poder cursar uma faculdade, ter cotas políticas, ter o apoio da Lei Maria da Penha. Sabemos que o acesso à educação é um dos principais recursos para a emancipação das mulheres. E nós fazemos jus a essa e as demais conquistas. Até hoje nossa sociedade tem sido beneficiada com diversas profissionais extremamente competentes.

Apesar dos avanços, a presença e participação da mulher no setor da educação nem sempre foi tão efetiva. Em sua opinião, quais os desafios que a mulher ainda enfrente na área da educação?

A busca da mulher pela afirmação social independe do segmento e é uma constante. Nos deparamos com conflitos, dúvidas e incertezas provenientes da cobrança de nossa sociedade (homem, chefe na empresa, pais, esposo, filhos, amigos). Mas, como capazes, persistentes, incansáveis e determinadas que somos, cada vez mais alcançaremos nosso espaço, nossos direitos, nossas realizações.

Como você vê hoje o papel da mulher na educação no Brasil?

No segmento educacional a mulher desempenha um papel importantíssimo, pois a porcentagem de mulheres no ensino superior ultrapassa os 50% das matrículas de graduação e na docência esse número também é bastante significativo.

Qual é a mensagem que gostaria de deixar para as mulheres?

Mulher, seja você mesma e lute muito, lute com palavras. Seja exemplo de dignidade e coragem, de amor e sensibilidade, de atitude e de paciência, de determinação e inteligência. A educação nos proporciona essa destreza e autonomia. Seja inspiração para outras mulheres!

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