Autonomia, protagonismo e comunicação são algumas das habilidades trabalhadas na robótica, exemplo que ocorre na Escola Municipal Dom Jaime de Barros Câmara.
Com a robótica, os estudantes conseguem trabalhar autonomia e expressar sua criatividade – Foto: Renata Bomfim/Divulgação/its TeensCom atividades no contraturno escolar, a professora do AEE (Atendimento Educacional Especializado), Claudineia dos Santos Silva, e a PIMM (professora integradora de mídias e metodologias), Monica Asquino, decidiram trabalhar em conjunto.
O foco foi promover o ensino criativo, levando em consideração as múltiplas inteligências, colocando no centro dos projetos a habilidade de cada um e a forma de valorizar a contribuição.
Seguir“Ir além da sala de aula, que despertasse o interesse. Tinha que ter o interesse deles, eles tinham que ser bons naquilo”, comenta Claudineia. Quem está em sala percebe a ligação dos estudantes com o tema abordado. “Dou aula de robótica com arduino, mas antes eu entro na eletrônica. Vemos o interesse deles pela área”, diz Monica.
No processo de pensar nas decisões e nas criações, o diálogo é ponto-chave para possibilitar as interações e entregas que refletem a opinião de cada um, além de ser o melhor caminho para a troca de conhecimentos.
“Começamos na robótica com a professora mostrando coisas básicas. Não sabíamos nada, podemos dizer que estávamos no nível iniciante, e ela começou a mostrar que com o lego podíamos programar”, explica Gabriel Faust Schmidt, 11, do quinto ano, que ressalta a facilidade para entender a robótica e como as criações são capazes de comover as pessoas.
É no processo compartilhado que as atividades passam a oferecer os incentivos necessários para o desenvolvimento.
“A robótica foi um jeito de me distrair. Estou vindo porque me interessei bastante. Foi novo, bem legal de aprender. Venho sempre que posso porque realmente me marcou”, analisa Lucas Kirchhoff Pedroso, 11, do sexto ano, que consegue observar a melhora na comunicação com a equipe.
A emoção de completar os desafios também pode ser motivador, pelo menos para Guilherme Dutra Guerra, 9, do terceiro ano. “Eu gosto de estar nas aulas de robótica pois a gente vai fazendo as missões e vamos programando, aprendendo coisas novas”.
A equipe criada na escola para promover a autoestima, a valorização e o ato de ensinar e aprender em grupo é a mesma que agora representa os colegas em competições do município.