O segundo semestre de aulas da escola Júlio da Costa Neves, em Florianópolis, começou nesta sexta-feira (6). Contudo, diferente das outras instituições, o ensino continuará remoto. Por conta dos problemas estruturais que se agravaram no fim de julho, e que levam a escola a “ceder”, a instituição está interditada desde o último dia 19.
Como a instituição está interditada, atividades e kits de alimentação são entregues na parte de fora – Foto: Marcos Oliveira/Divulgação/NDOs alunos não pisam nas salas desde o início da pandemia. Primeiro por conta do vírus. Depois, com o retorno do ensino presencial em fevereiro deste ano, a escola estava impossibilitada de receber estudantes devido à falta de obras. Rachaduras e crateras se multiplicam pela escola e a perícia indicando a raiz do problema deve ser concluída no fim de agosto.
A direção escolar entregou as atividades impressas, boletins e kits de alimentação na manhã e tarde desta sexta-feira. Os trabalhos ocorreram na parte externa da construção, região chamada de ‘aquário’ pela comunidade. Professores, pais e alunos realizaram também um protesto em defesa da instituição. “Esta comunidade não aceita perder mais uma escola”, informava um dos cartazes.
SeguirO medo é que a situação se arraste indefinidamente. Desde a fundação, em 2014, a instituição já passou por duas reformas. Até esta sexta, a comunidade já se reuniu duas vezes com a SED. A reunião mais recente ocorreu na última segunda-feira.
“Não foi definido nada ainda. Citaram a construção das escolas modulares, mas a ocupação por container é de 29 alunos [a escola tem 966]. É uma matemática confusa”, afirma Izabele Komuda, aluna do 2º ano do ensino médio.
Protesto realizado próximo a instituição – Vídeo: Izabele Komuda/Divulgação/ND
Laudo definirá destino
A SED (Secretaria Estadual de Educação) aguarda a conclusão da perícia, prevista para ocorrer até o fim de agosto. As aulas permanecerão remotas até o fim do ano, informou a pasta. O laudo definirá se a escola poderá ser reformada ou se a estrutura será condenada.
A escola municipal vizinha Anísio Teixeira teve a estrutura condenada em 2019, e até então o novo prédio não saiu do papel. A comunidade teme que a Júlio da Costa Neves repita o mesmo destino.