Escola de Joinville desenvolve trabalho sobre grafite e pichação

Na Escola Municipal Avelino Marcante – Extensão, estudantes aprendem na prática a o que é grafite e pichação e a diferença entre elas

Renata Bomfim Joinville

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Para aprender sobre muros e apropriações, os alunos dos oitavos anos da Escola Municipal Avelino Marcante – Extensão vivenciaram na prática a ideia da professora de arte Josiele Lopes dos Santos Gregório. “Minha proposta era que eles conhecessem outros tipos de grafite e, com tudo isso, pudessem se expressar por esse tipo de técnica”, comenta a professora.

Alunos aprendem sobre grafite e pichação em projeto escolar – Foto: Renata BomfimAlunos aprendem sobre grafite e pichação em projeto escolar – Foto: Renata Bomfim

Ao passear por Joinville, é bem provável que você já tenha visto que em alguns pontos da cidade existem expressões artísticas feitas em muros, imóveis e em outros espaços.

Nascidas no século 20, a pichação e o grafite são formas de expressão urbana, mas existe uma diferença entre elas: enquanto a primeira é considerada crime, a segunda tem valor estético. Você sabe o motivo?

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Ainda que ambas tenham nascido nas ruas, a diferença entre elas está na pintura – e aí fica bem mais fácil de você compreender. A pichação faz uso da escrita, normalmente tem apenas uma única cor na sua forma e é considerada como degradação da paisagem urbana; já o grafite é feito de imagens, com forte valor estético e visto como expressão artística contemporânea.

Sendo uma atividade expressiva com os alunos, o grafite, além de arte, também é uma forma de colocar no desenho as emoções e os sentimentos – e essa foi uma das observações feitas pela professora na atividade com os alunos.

“Na maioria dos trabalhos, dá para ver que eles trazem uma bagagem da vida deles, é o momento que eles têm de colocar pra fora. Eles são adolescentes, é difícil conversar com eles, de dizerem o que sentem. A cada trabalho que eu trago, eu sinto que eles conseguem colocar um pouco disso pra fora”, comenta Josiele.

Além disso, o grafite como arte também é uma expressão social que busca passar mensagens das mais diversas formas, desde criações abstratas até temas sobre feminismo, meio ambiente, política, entre outros. No Brasil, a ascensão do grafite começou na década de 70 e ganhou força com o hip hop, gênero musical que retrata as mazelas da sociedade.

Para expandir a atividade feita em aula, o próximo passo, de acordo com a professora Josiele, é levar a expressão artística para os muros da escola.

Quais são os grafiteiros mais conhecidos do Brasil?

Nas artes manuais, o Brasil é um celeiro de criação – e com o grafite não seria diferente. Aqui no nosso país existem grafiteiros que fazem tanto sucesso que até já estouraram na gringa com trabalhos feitos em muros, galerias e museus. Veja se você consegue conectar a arte ao artista.

Os Gêmeos

Com grafite pela Europa e Estados Unidos, os irmãos Gustavo e Otavio Pandolfo unem diversas referências em suas criações com a mistura do grafite brasileiro. A dupla paulista é a precursora do movimento e uma das mais conhecidas no Brasil.

Eduardo Kobra

Eduardo Kobra – ou só Kobra, como costuma ser chamado – apropria-se dos murais usando muita cor e textura em sua arte, recriando retratos de famosos e anônimos em pintura 3D.

Nina Pandolfo 

Também com criações pelo mundo baseada no universo lúdico, as artes de Nina Pandolfo remetem à infância e à natureza com a delicadeza feminina.

 Panmela Castro (Anarkia Boladona)

A artista Panmela Castro, que usa como nome artístico Anarkia Boladona, é do Rio de Janeiro e usa sua arte para expressar questões relacionadas às mulheres.

Pichação é crime!

Sancionada em 12 fevereiro de 1988, a Lei nº 9.605 penaliza a pichação com detenção de três meses a um ano e multa. Para fazer a denúncia, você pode ligar no telefone 190, da Polícia Militar de Santa Catarina.

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