Momento de muitas interações e descobertas sobre o empreendedorismo – Foto: Marcelo Flebe FloresMesmo com as limitações impostas pela pandemia, a educação não para de florescer. Com capacidade de adaptação além do imaginável, uma escola de Florianópolis trabalhou com ênfase no protagonismo do aluno e recentemente, teve resultados surpreendentes.
A culminância dos trabalhos das crianças do Ensino Fundamental dois, além de três grupos de alunos do Ensino Médio foi a realização de uma feira de empreendedorismo.
Sim, com inspiração no itinerário formativo do Novo Ensino Médio, que está em implantação no Brasil, a proposta foi organizar o evento onde as crianças fizessem uma parceria de negócio com seus pais, criando um produto a ser vendido na feira.
Os jovens empreendedores colocaram à disposição máquinas de cartão de crédito, PIX e pagamento em dinheiro, já aprendendo a trabalhar com essas ferramentas.
Em uma manhã repleta de novidades no pátio do Colégio Cruz e Sousa pais e filhos apresentaram sua produção, experimentaram as técnicas de vendas, atendimento, e vivenciaram a experiência de ter seu negócio. Foram mais de 40 bancas com produtos à venda e o lucro foi para o bolso dos alunos.
A feira foi organizada pela professora Alessandra Maia, da disciplina de Empreendedorismo Financeiro e Empresarial, do itinerário do Novo Ensino Médio. Alessandra conta que esta atividade serviu para trabalhar a autoestima dos alunos, possíveis frustrações em vendas e como lidar com a experiência do comércio; a postura diante dos clientes, atendimento e muitas outras lições relacionadas à atividade de empreender.
Ideias surpreendentes e resultados para todos
Yasmin Isidoro da Costa, 11, 6º ano no Colégio Cruz e Sousa, teve uma proposta de negócio diferente. Com potencial talento para o design, ela fez desenhos em papel e confeccionou roupas de bonecas. O diferencial foi um bilhete que constou atrás dos produtos, afirmando que, além dos insumos empregados, aquelas peças continham amor e dedicação. E propôs à clientela que pagasse o valor que julgasse mais justo.
“Fiquei impressionada. Ela fez todo o trabalho e eu só ajudei a embalar”, afirmou a mãe de Yasmin, Mariane Isidoro, 37. “Ela ganhou do pai uma máquina de costura e gosta de customizar roupas e criar novos modelos”, disse a mãe, orgulhosa. Com ela, nós investimos bastante em livraria e papelaria, porque ela também desenha bastante, conta Mariane.
O atendimento de Sofia
Sofia com o pai, Luis Filipe, na banca de chocolates artesanais – Foto: Foto Marcelo Flebe FloresO pai de Sofia, 12 anos, 7º ano do colégio, é o empreendedor Luis Felipe Madruga Vieira da Silva. A família já possui a marca Lighthouse de chocolate artesanal e eles levaram à feira os produtos que já têm licenciamento de receitas, com rótulo final e especificações da Anvisa e da Vigilância Sanitária.
Tendo o produto de qualidade profissional, o desafio de Sofia foi atender os clientes, fazer a venda e experimentar a participação em um negócio de verdade. “Eu me comunico bem com as pessoas, acompanhei todo o negócio com meus pais e acho que estou atendendo bem aqui na feira”, considera Sofia. O pai, orgulhoso, apresenta os vários tipos de chocolates que conquistaram a freguesia da feira.
A casa das ervas
Iza Arruda, 11 anos, da turma 6º B, levou à feira uma proposta ecológica. A ideia foi incentivar a gentileza com a natureza, oferecendo produtos sem plástico, veganos, não testados em animais e sustentáveis. Iza comercializou sabonetes, shampoos, sais de banho, chás e considera que teve uma ótima experiência. “No futuro, quero ser bióloga marinha”, diz, como quem já sabe muito bem seu papel no mundo.
O protagonismo do aluno desde a Educação Infantil
A coordenadora de Educação Infantil do Colégio Cruz e Sousa, Fátima Berbereia da Costa, afirma que esta é uma escola que tem como protagonista o aluno. “Eles estão no centro e visamos ao aprendizado lúdico, prazeroso. Buscamos manter o aluno em um ambiente acolhedor, com trabalho norteado a partir do interesse da criança”, afirma a professora.
“Buscamos muito a parceria com as famílias, a convivência com os pais, com olhar diferenciado para as peculiaridades do ano”, diz a coordenadora Fátima Berbereia. Alunos de 3, 4 e 5 anos passam por experiências como a roda da fruta que ocorre uma vez na semana, por exemplo.
“Toda terça-feira, uma família traz um tipo de fruta para todos. Os alunos experimentam e observam sabores, texturas, formas, o que remete a muitas possibilidades e resulta em um entendimento mais abrangente sobre aquela fruta”, conta Fátima.
Alunos da Educação Infantil também têm aulas de inglês, educação física com professora psicomotricista e uma série de outras atividades.
“Nossos educadores são pessoas apaixonadas pela educação, comprometidas com o olhar atento às crianças e capacitados. Nossa equipe explora bastante a experimentação, investigação e propósitos junto aos pequenos”, diz a coordenadora.
Investigando e conhecendo as diferentes emoções de cada um
Diálogo. Alunos aprendem sobre o equilíbrio das emoções – Foto/Divulgação NDUm dos projetos que tem empolgado as equipes do Colégio Cruz e Sousa é o LIV (Laboratório de Inteligência e Vida). A ideia é trabalhar, sempre junto às famílias, as emoções humanas.
“São práticas, literatura, vivências na arte, como teatro de fantoches”, explica a professora Fátima. Cada turma, até ao 7º ano, tem suas práticas neste laboratório para aprender a diferenciar sentimentos e emoções e trabalhar suas reações diante dos desafios do mundo.
Quem conta melhor sobre o LIV é a professora Caroline Poeta Vieira, de Biologia e Ciências. Ela explica que este projeto tem aulas diferenciadas devido ao trabalho com as habilidades sócio-emocionais de cada um. “São temas variados, mas sempre com o estudo das emoções, dos relacionamentos”, diz.
A professora Caroline afirma que percebe o aluno depois das aulas e como esta prática faz toda a diferença, devido à reciprocidade do espaço de fala sobre as emoções, conflitos, sempre tendo o aluno como protagonista e escrevendo a própria história.
Desta forma, alunos de Ensino Fundamental já recebem no Colégio Cruz e Sousa um preparo para a vida que a maioria da população adulta desconhece na atualidade.
A importância do ensino bilíngue para conquistar o mundo
Outro foco importante no trabalho desta escola é o ensino do inglês. Alunos desde a Educação Infantil até o 7º ano aprendem o inglês de Cambridge, uma das linhas mais tradicionais e conceituadas do mundo. A escola ainda não é considerada bilíngue, mas segundo a professora responsável pelo projeto, Joana Simas Silva, os alunos podem sair da escola com preparo até o nível avançado.
A professora explica que do 2º ao 5º ano são trabalhados somente escrita e fala, sendo a gramática incorporada aos poucos. “O diferencial dos alunos que aprendem inglês desde pequenos é incrível”, diz Joana. Ela conta que a partir do 6º ano eles chegam com uma bagagem maior para começar a estudar a gramática sem dificuldades.
Ainda, de acordo com o projeto do ensino de inglês, o aluno pode ter a oportunidade de buscar proficiência em Inglês no 9º ano e estudar em outros países de Língua Inglesa.
Sobre o Colégio Cruz e Sousa
Inspirados no poeta, apresentamos o Colégio Cruz e Sousa, referência de ensino no Norte da Ilha. Temos como protagonista, o aluno! Fundado em 2002, o Colégio Cruz e Sousa é um centro diferenciado de educação baseado nos pilares da ética, justiça social e cidadania.
Tem localização privilegiada, infraestrutura completa, equipamentos e tecnologia para garantir a boa formação de jovens.
Entre os diferenciais, estão a educação financeira, direito constitucional, inglês intensivo e formação bilíngue, eventos culturais e atividades extras. Enfatizamos estudo das emoções no programa LIV, com olhar atento para as peculiaridades do aluno e trabalho junto às famílias. Venha visitar o Colégio Cruz e Sousa e seja bem-vindo!