Uma estudante do 3º ano do ensino médio conquistou medalha de ouro na feira I Giovani e le Scienze, na Itália, com uma pesquisa que relaciona a LMC (leucemia mieloide crônica) às profissões. O estudo foi desenvolvido por Maria Eduarda Palomba durante as aulas eletivas do programa Cientista Aprendiz. As informações são do R7.
Estudante do ensino médio ganha prêmio internacional após relacionar câncer às profissões – Foto: R7/Divulgação/NDEla iniciou a pesquisa após visitar à Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) em 2018 e ser emocionar com uma pesquisa sobre câncer. Desde aquele dia, Maria Eduarda decidiu que esse seria seu objeto de estudo. A LMC é um tipo de leucemia que afeta principalmente adultos e os homens.
“Eu queria entender se as profissões estão relacionadas à doença”, explicou a aluna do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Para desenvolver a pesquisa, Duda contou com a orientação e o apoio de Bianca Rocha, orientadora do programa de pré-iniciação científica do Dante, Cientista Aprendiz, professora de gestão pessoal e interpessoal e também de biologia.
Seguir“Entrei em contato com o professor Israel Bendit, que é um grande especialista no assunto, e pudemos estabelecer uma parceria com Laboratório de Hematologia da USP (Universidade de São Paulo) para que a Duda pudesse desenvolver sua pesquisa sozinha”, explica Bianca.
Resultados
Para a pesquisa, foram analisados 153 prontuários de pacientes já diagnosticados com LMC. Por uma questão ética, no entanto, a estudante só teve acesso às informações sobre o sexo e a profissão dos pacientes.
Já em relação à análise, Duda cruzou os dados usando duas classificações — a Classificação Brasileira de Ocupações e a da Associação de Medicina do Trabalho.
“A pesquisa começou em 2019 e, em 2020, acredito que a pandemia me ajudou, tive mais tempo para focar a pesquisa”, disse Maria Eduarda ao portal R7.
Como resultado, a estudante concluiu que as profissões na área industrial podem ser indicadas como atividades de risco para a doença. Outro ponto foi o contato com produtos químicos, em especial com benzeno, presente em 48% das profissões analisadas.
“O próximo passo é aprofundar a pesquisa, expandir o número de pessoas estudadas e buscar mais informações sobre o histórico das profissões”, informou Duda.
O prêmio foi a cereja no bolo da pesquisa, que extrapolou os muros da escola. “Receber esse prêmio foi o reconhecimento mais do que merecido, destaca a relevância da pesquisa e o trabalho de todos”, conclui Bianca.