Comissão da UFSC ouve pessoas que testemunharam cena de sexo em aula

Aluno que fez sexo já prestou depoimento e aguarda a conclusão da fase de depoimentos; UFSC também avalia abertura de processo disciplinar contra estudante que gravou cena

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Redação ND Florianópolis

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O aluno que foi flagrado fazendo sexo durante aula virtual da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) já foi notificado e prestou depoimento. Nesta terça-feira (27), a Comissão que apura o caso colhe os depoimentos das pessoas que testemunharam a cena.

O caso ocorreu no último dia 16, durante uma aula virtual de Sociologia Aplicada, do curso de Administração. A professora iniciava o encontro quando notou uma única câmera ligada. Nela, um homem e uma mulher mantinham relações sexuais.

A situação causou constrangimento. “Gente, não sei o que eu faço numa situação dessas. A única câmera ligada é a câmera que não deveria estar ligada. É constrangedor evidentemente, porque estamos gravando”, disse a professora.

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Processo

A UFSC abriu no último dia 20 um processo administrativo, com análise de três professores do Colegiado do curso de Administração. O aluno foi notificado no dia seguinte, quando também prestou depoimento sobre o caso.

Comissão da UFSC ouve pessoas que testemunharam cena de sexo em aulaCena de sexo em aula da UFSC – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Foi então formada uma Comissão de Sindicância. Agora são ouvidas diferentes pessoas envolvidas no caso, além de serem tomadas outras providências, detalha a UFSC. O processo corre em sigilo e não há prazo previsto para a conclusão desta etapa.

Quando concluída a fase de instrução, o processo será enviado ao Colegiado do Curso. Eles terão 48 horas para definir a punição disciplinar que será aplicada ao aluno, com base nas informações reunidas na fase anterior.

Punições

Segundo a universidade, e conforme a resolução 017/CUn/1997, o colegiado poderá aplicar diretamente as penas mais brandas: advertência, repreensão e suspensão de até 30 dias. Após a decisão do colegiado há um prazo para o aluno aplicar recurso.

Caso seja decidida uma punição mais severa, como suspensão de 30 dias ou mesmo desligamento, ela não poderá ser aplicada diretamente. Antes, terá que ter aprovação do reitor, por meio de um inquérito conduzido por uma nova comissão.

A Universidade também avalia apurar quem gravou e fez a divulgação do vídeo. Caso seja descoberto, este segundo estudante também poderá ser alvo de processo disciplinar.

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