Estudantes de Chapecó são escolhidas para evento da Embaixada dos Estados Unidos

As estudantes do IFSC, do Câmpus Chapecó, estão entre as 20 selecionadas em todo o Brasil e representam Santa Catarina 

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Redação ND Chapecó

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Quatro estudantes do IFSC (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina), do Campus Chapecó/SC, foram selecionadas para participar da edição 2023 do programa de formação de jovens meninas líderes “Power4Girls — Empower to Lead”. O grupo está entre as 20 estudantes selecionadas em todo o Brasil.

As quatro estudantes de Chapecó foram selecionadas para apresentar um projeto na embaixada dos Estados Unidos em Brasília.As quatro estudantes de Chapecó foram selecionadas para apresentar um projeto na embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

A iniciativa é da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos em parceria com o Instituto Gloria e apoio do Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica).

O evento tem o objetivo empoderar meninas por meio de uma formação que estimula o empreendedorismo, inovação e responsabilidade social para o ambiente de trabalho do século XXI. No ano de 2022, alunas do Campus São Miguel do Oeste do IFSC também participaram do programa.

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A equipe do IFSC selecionada na edição deste ano é formada pelas alunas Milena Ghisleni Raimann, de 15 anos, Vitória Mucelini Wagner, de 16 anos, Eduarda Bueno Zonta, de 18 anos, e Karoline Paula Coletti Gomes, de 16 anos. Todas as estudantes são do curso técnico integrado em informática.

“Vimos no ‘Power4Girls’ uma oportunidade única para melhorar a comunidade e o mundo no quesito inclusão social e decidimos nos inscrever pelo fato de que o projeto visa a representatividade das mulheres na ciência e liderança para solução de problemas na sociedade”, conta Milena.

O projeto Chapecoense

O tema da edição 2023 do “Powe4Girls” é Inclusão e Acessibilidade. A proposta das alunas do IFSC é desenvolver uma camada de abstração de hardware que possibilite a utilização da plataforma Arduíno por pessoas com deficiência visual.

O Arduíno é uma plataforma de código aberto para desenvolvimento de projetos eletrônicos. Com o projeto das estudantes, a intenção é que quem tenha deficiência visual também possa aprender e praticar conceitos de eletrônica, automação e internet das coisas.

Milena explica que, com a ajuda do professor do IFSC, Marcos Virgilio da Costa, coordenador da equipe, elas identificaram a falta de inclusão de pessoas com deficiência visual no universo da programação e eletrônica. “A plataforma mais difundida de prototipagem, o Arduino, não oferece componentes nem dispositivos (placas, sensores e demais componentes eletrônicos) pensados para acessibilidade”, relata.

Por isso, as alunas decidiram elaborar uma proposta em que desenvolverão placas de circuito impresso, que permitam a extensão da placa Arduino, possibilitando o uso de conectores com identificação tátil em braille.

O Power4Girls

O programa é voltado para alunas de instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica de todo o país que buscam, de forma criativa, solucionar um problema na área de acessibilidade e inclusão.

A abertura oficial do “Power4Girls” acontecerá em evento virtual nos dias 11 e 12 de abril. Durante esses dois dias, as participantes e os respectivos mentores participarão de oficinas técnicas e práticas sobre liderança, empreendedorismo e inovação, assim como terão a oportunidade de interagir com líderes femininas inspiradoras.

De maio a outubro, as estudantes participarão de mentorias, oficinas, webinar e treinamentos. Em outubro, todas as 20 equipes irão a Brasília para uma feira de inovação focada na apresentação dos protótipos desenvolvidos, apresentações em formato de pitch do trabalho final e conclusão do programa.

Milena conta que o grupo ficou surpreso e animado ao saber que tinha sido selecionado no programa. “Espero que esse período seja de grande aprendizado para todas, que possamos desenvolver a proposta com excelência e representar as mulheres num ambiente predominantemente masculino que é a área da Ciência e tecnologia”, ressalta.

Segundo o professor orientador da equipe do Campus Chapecó, participar de um programa como esse irá agregar em muito a vida acadêmica das alunas. O docente afirma ainda que será muito interessante a imersão das estudantes no mundo das pessoas com deficiência visual.