Integrantes da UNE (União Nacional dos Estudantes) pediram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para revogar a reforma do ensino médio. O tema está sendo analisado pelo MEC (Ministério da Educação).
A solicitação dos estudantes foi incluída em uma lista de demandas da categoria, e entregue ao presidente durante o 59° Congresso da UNE, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, nesta quinta-feira (13). As informações são do R7.
Estudantes reunidos durante congresso com o presidente Lula – Foto: Ricardo Stuckert/ PR“Queremos a revogação imediata da reforma do ensino médio, e junto a isso um projeto de uma nova escola, superando esse modelo de ensino médio que não atende mais às nossas perspectivas”, diz a entidade em comunicado.
“Eu queria dizer, com muito orgulho, que somente num governo eleito por vocês é que a gente é capaz de cumprir essas pautas, porque continuamos afirmando que dinheiro aplicado em educação é investimento”, completou.
Outras reivindicações apresentadas pelo estudantes da UNE foram programa de assistência estudantil, ampliação das moradias, retomada de obras paradas nos centros educacionais, aumento de investimento, respeito à autonomia e eleição indireta para reitores de universidades.
Novo ensino médio
No início de abril deste ano, o governo suspendeu o cronograma de implementação das regras. O novo ensino médio definiu uma nova organização curricular aos estudantes e deu a eles a oportunidade de escolher quais disciplinas querem cursar de acordo com os seus objetivos para o futuro.
Apenas as matérias de português e matemática passariam a ser obrigatórias durante os três anos, e as demais seriam definidas segundo áreas de conhecimento.
Barroso causou polêmica no Congresso
Durante o congresso da UNE, na última quarta (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso deu uma declaração polêmica. “Saio daqui com as energias renovadas pela concordância e pela discordância, porque essa é a democracia que nós conquistamos. Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”, disse.
Após a declaração, Barroso afirmou que se referia ao extremismo violento que se manifestou no 8 de Janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram atacadas. O STF, por sua vez, argumentou que a declaração faz referência ao “voto popular”, e não “à atuação de qualquer instituição”.
De acordo com a Corte, foi uma breve intervenção sobre autoritarismo e discursos de ódio. Parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) planejam entrar com um pedido de impeachment do ministro.