Florianópolis vai recorrer de greve dos professores contra aulas presenciais

TJSC considerou movimento dos profissionais da Educação municipal como legal, mas Prefeitura de Florianópolis informou que irá recorrer da decisão

Marcos Jordão Florianópolis

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A Prefeitura de Florianópolis informou no fim da tarde desta quinta-feira (29) que irá recorrer judicialmente sobre a decisão do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) de considerar legal a greve dos trabalhadores da Educação contra o retorno das aulas presenciais. 

Sala vaziaFlorianópolis vai recorrer contra greve dos professores contra aulas presenciais – Foto: Luana Amorim/ND

Em nota, a Prefeitura da Capital informou que “a exigência do sindicato para retomar o serviço é a vacinação dos profissionais, o que implicaria na retirada de doses para os idosos que são do atual grupo prioritário”.

Além disso, considerou como “ilegal e vai contra o Plano Nacional de Imunização. A prefeitura também lamentou que há escolas sem sequer darem aulas online, deixando as crianças sem qualquer tipo de ensino”.

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Argumentou ainda que a decisão do retorno presencial das aulas foi do Tribunal de Justiça em março, “sob a alegação de ser um serviço essencial para as crianças”.

A decisão do TJSC ocorreu em sessão na manhã desta quinta-feira (29), por maioria dos votos. Entre os motivos, os desembargadores que votaram pela legalidade do movimento entendeu que o sindicato  cumpriu com todos os requisitos da lei para entrar em greve.

O primeiro que votou pela legalidade da greve foi o desembargador Vilson Fontana. O magistrado baseou-se que os pontos que o movimento está dentro da legalidade.

Assim como o desembargador Júlio César Knoll. Além de acompanhar a manifestação de Vilson Fontana, o magistrado falou que o município foi “inflexível” durante o processo.

O decano da Câmara, desembargador Jaime Ramos, votou pela ilegalidade da greve. Ele disse que “não cabe ao Judiciário analisar o mérito” da paralisação e, citando a omissão do Legislativo, considerou o ensino como essencial.

Veja a nota da Prefeitura de Florianópolis na íntegra:

A Prefeitura de Florianópolis informou que a decisão de retorno presencial das aulas foi do Tribunal de Justiça em março, sob alegação de ser um serviço essencial para as crianças. E que a exigência do sindicato para retomar o serviço é a vacinação dos profissionais, o que implicaria em retirada de doses para os idosos que são do atual grupo prioritário. Isso é ilegal e vai contra o Plano Nacional de Imunização. A prefeitura também lamentou que há escolas sem sequer darem aulas online, deixando as crianças sem qualquer tipo de ensino.

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