Fórum 2050 discute impactos da transformação digital na educação e no trabalho

Seminário, que faz parte das celebrações dos 16 anos do ND, teve parceria da Unisul

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O Fórum 2050, terceiro e último seminário do projeto que celebrou os 16 anos do ND, discutiu nesta terça-feira (27) os desafios da educação diante das mudanças aceleradas que vêm acontecendo na sociedade e no mercado de trabalho.

Fórum 2050 discutiu educação e o mundo do trabalho – Foto: Fabio Gadotti/NDFórum 2050 discutiu educação e o mundo do trabalho – Foto: Fabio Gadotti/ND

Os convidados, entre eles o reitor da Unisul, Mauri Heerdt, falaram principalmente do impacto das transformações digitais em todos os setores. A mediação foi do colega da NDTV, Alexandre Mendonça.

“Não podemos deixar as pessoas para trás, que se crie uma legião de excluídos”, disse Baltazar de Andrade Guerra, professor da Unisul, parceiro do Grupo ND no seminário.

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“Digitalizar não é pegar o velho e colocar num mundo novo, temos que pensar que as pessoas é que têm que ser transformadas”, provocou o empresário Moacir Marafon, vice-presidente de Talentos da Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), que defendeu iniciativas para atacar o apagão de mão-de-obra do setor. “Cada emprego que a tecnologia mata, surgem outros 2 ou 3, mas completamente diferentes”, projetou.

O legado da crise sanitária da Covid-19 também entrou na pauta do seminário. “A pandemia levou os alunos ao isolamento”, alertou Jairo José Assunção, gerente do campus Florianópolis da Unisul.

“A previsão é que a gente leve de 5 a 10 anos para recomposição da aprendizagem”, complementou Thiago Korb, que representou a Fiesc no evento. Ele também citou dados de um estudo recente que aponta uma demanda de 800 mil trabalhos entre 2022 e 2025, inclusive com novas profissões. “A sociedade está em passos acelerados”, disse.