A professora auxiliar Marisa Hartwig, de 49 anos, que atua no Neim (Núcleo de Educação Infantil Municipal) Francisca Idalina Lopes, em Florianópolis, esteve na Aldeia indígena Arara Shawãdawa, na cidade de Porto Walter, Acre, para conhecer e vivenciar o modo de vida do grupo.
Marisa (de azul) na Aldeia indígena Arara Shawãdawa , no Acre – Foto: Léo Bandeira/PMF/Divulgação/NDA doutora em Serviço Social e mestre em Educação passou seis dias no povoado e pôde experienciar o que é viver em uma floresta, dormir em uma rede em meio à mata, tomar banho de rio e se alimentar do que é plantado pelo povo que ali mora.
Com eles, Marisa teve a oportunidade de aprender que tudo que o homem necessita está na natureza. “O conhecimento ancestral, a simplicidade e alegria foi o que mais me chamou atenção”, relata.
SeguirA professora trabalha com crianças de quatro anos na rede municipal de ensino da Capital, e pretende mostrar a elas sobre o modo de vida dos indígenas Shawãdawa.
“Quero contar as descobertas que fiz, sobre suas danças envolvendo a garotada e os familiares e o cotidiano dessa tribo, como dormem, se vestem, tomam banho em rios e se alimentam de tudo que é plantado nas terras, como inhame, mandioca, tapioca, banana da terra, cupuaçu, entre outras coisas”.
Veja as fotos:
A viagem que Marisa e um grupo de pessoas de Florianópolis, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alemanha fizeram no primeiro semestre deste ano para a aldeia, foi realizada graças a uma amiga da educadora, que possui uma parceria com os indígenas.
“Fomos recepcionados com uma grande celebração, cheia de alegria e muita cultura”.
Ela conta que o povo nativo não costuma receber visitas, porém, uma vez ao ano, realizam uma festa junto com outras famílias e grupos, onde tocam músicas, cantam e dançam. E também que se comunicar não foi um problema, já que eles possuem dois idiomas, um pertencente à família linguística pano, considerada uma variante dialetal da língua katukina, e o português.