Cacau Menezes cacau.menezes@ndtv.com.br

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo

Há algo de podre no Reino da Dinamarca

UFSC e seu novo reitor

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Novo reitor Irineu Manoel de Souza/ Foto: UfscNovo reitor Irineu Manoel de Souza/ Foto: Ufsc

Em entrevista ao colega Moacir Pereira ( AND 12 /07 p. 6) , o  reitor  da UFSC recém-empossado, Irineu Manoel de Souza,  admite que nossa universidade está ,há muito tempo,  distante da sociedade, situação que promete corrigir. Lastima ainda o corte de 30% feito pelo governo federal no orçamento das universidades, situação que também promete lutar para corrigir.

Há algo de podre no Reino da Dinamarca, isso porque, mesmo depois desse corte de 30%, o custo de um aluno da universidade federal é de R $27mil e 850,  o que significa que é duas ou três vezes superior ao custo de um aluno de instituição superior privada. Sairia, pois, mais barato para o governo pagar universidade particular para todos os alunos que frequentam as universidades federais do que manter estas universidades.

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Portanto, os brasileiros arcam com um grande ônus para manter universidades muito caras, que estão distantes da sociedade, com um viés político reprovável, oferecendo cursos com mais vagas do que candidatos,  funcionando em instalações deterioradas, apresentando currículos desatualizados, com alto índice de evasão e que usam e abusam da greve como instrumento de reivindicação.

Seria muito interessante que o novo reitor levasse tudo isso em consideração.

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