Ideb: conheça a escola de Joinville que se destaca no ensino dos anos finais

Pela segunda avaliação consecutiva com os anos finais, a EAM Carlos Heins Funke atinge nota 7,4 e se destaca em Santa Catarina e no ranking de qualidade das escolas públicas brasileiras

Renata Bomfim Joinville

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A melhor escola pública de Joinville e de Santa Catarina e quinta no ranking geral de todo país, Escola Agrícola Municipal Carlos Heins Funke, se destacou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) pela segunda avaliação consecutiva com os anos finais, atingindo nota 7,4.

Com uma carga horária integral de ensino, a procura pela matrícula na unidade é alta – e a concorrência para ingressar no ensino de 2023 chega a quase três alunos por vaga.

Equipe de profissionais que trabalham na EAM Carlos Heins Funke – Foto: EAM Carlos Heins Funke/Divulgação/its TeensEquipe de profissionais que trabalham na EAM Carlos Heins Funke – Foto: EAM Carlos Heins Funke/Divulgação/its Teens

É que além do ensino regular, a escola oferece outros componentes curriculares que fazem parte da estrutura da escola na base técnica, como agroindústria, agronegócio e produções vegetal e animal.

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O imenso espaço da unidade oportuniza aos estudantes o contato com 428 animais, 800 peixes, 175 aves e 65 abelhas sem ferrão – tudo como parte do planejamento de ensino do sexto ao nono ano.

E neste período do ano, o teste seletivo mostra isso: das 670 famílias que entregaram documentação na escola, 296 foram aprovadas para fazer o teste prático e concorrer a 105 vagas disponíveis, sendo a única chance de ingressar apenas no sexto ano de ensino.

“Eu lembro que, quando passei, eu fiquei muito animada. A experiência que a gente tem aqui de passar o dia todo, de criar vínculos com os amigos e aprender com as práticas, eu acho isso muito legal”, descreve Amanda Rottini Ruaro, 15, que está no último ano do Ensino Fundamental.

Isso porque para estudar na escola, todos os alunos que ingressam no sexto ano passam por um teste prático sobre manejo de animais e cuidados com a terra. “Pensando que a gente tem que atingir a todos, essa é uma forma de mais equidade que a gente encontrou”, comenta a diretora da unidade, Ana Paula Simião Pinto, sobre a avaliação.

No projeto pedagógico da escola, o ensino é composto de duas frentes: o regular, com cinco projetos interdisciplinares; o técnico, com 14 unidades didáticas; e mais um técnico voltado para plantio e cultivo de produtos alimentícios, feito para benefício dos próprios alunos.

Ensino de milhões

Com toda essa estrutura oferecida, o teste seletivo anual aplicado na EAM Carlos Heins Funke costuma ter alta procura em virtude dos benefícios, da estrutura e de tudo o que a escola oferece gratuitamente durante os quatro anos de estudo na unidade.

Mas, além disso, estudar na melhor escola pública de Joinville também requer um trabalho intenso dos professores e da equipe de gestão para ofertar um ensino de qualidade. A diretora Ana entende que existem alguns motivos para esse sucesso e revelou cinco deles.

  • Incentivo à leitura: na unidade, são mais de dez mil livros que compõem o acervo.
  • Professores comprometidos com a aprendizagem: no corpo docente, a maioria é fixa na escola, com cerca de 40 horas por semana.
  • Integração: os conteúdos dos componentes curriculares se relacionam com a aplicação prática da escola.
  • Parceria com as famílias: presença frequente na escola para acompanhar o desempenho dos filhos.
  • Ensino integral: maior carga horária e mais aproximação com o desenvolvimento do aluno.

Nada em casa, tudo na escola

Na EAM Carlos Heins Funke, a regra é clara: nada de levar trabalho para casa. Isso porque na troca de turno na escola, além do horário do almoço, a unidade tem a “Atividade pedagógica”, período reservado para que os alunos estudem, façam as atividades, leiam um livro e usem o espaço pedagógico para se desenvolver.

“Eles (alunos) têm autonomia aqui, porque eles têm que se programar e fazer as atividades com os colegas. E a gente também implantou dentro dessa atividade pedagógica o reforço escolar”, pontua Ana.

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