Irmãos atletas de Joinville conquistam 23 títulos em campeonatos de natação

Irmãos Trancoso se destacam nos campeonatos de natação, com recordes batidos em competições que participam no Brasil todo

Ana Caroline Arjonas Florianópolis

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Quem vê Beatriz Trancoso, 12, e Henrique Trancoso, 5, não tem dimensão das premiações que os irmãos colecionam. A mais velha já conquistou a Copa do Brasil (1,5 e 2,5 Km), além de ser a atual líder do Circuito Summit 2022 e do Circuito Foxlux. O mais novo também já conhece o pódio das competições de natação, sendo o campeão do Troféu Ana Marcela Cunha (200 metros).

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    Juntos, irmãos já conquistaram mais de 20 títulos e nove medalhas em competições de natação - Victor Feldman
    Juntos, irmãos já conquistaram mais de 20 títulos e nove medalhas em competições de natação - Victor Feldman
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    Até o fim do ano, dupla deve participar de 25 desafios - Victor Feldman
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    Para manter o rendimento, irmãos dividem as horas entre os treinos e a rotina escolar - FishEye Photography
    Para manter o rendimento, irmãos dividem as horas entre os treinos e a rotina escolar - FishEye Photography
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    Nas competições de natação, irmãos conquistam admiração e batem recordes - FishEye Photography
    Nas competições de natação, irmãos conquistam admiração e batem recordes - FishEye Photography

Juntos, os irmãos Trancoso já conquistaram 23 títulos e 9 medalhas, colocando o sobrenome da família nas competições de natação – modalidade que exige resistência física, com confrontos feitos em águas abertas, como mares e lagos. O esporte está chamando a atenção do público, que pode acompanhar o desenrolar do desafio.

Até o fim do ano, a dupla deve participar de 25 campeonatos de natação, realizadas, na maioria das vezes, em praias. As disputas são estaduais, interestaduais e nacionais. Espírito Santo, São Paulo e Bahia são alguns dos locais em que Beatriz e Henrique devem competir.

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“É muito gratificante ver os dois se destacando em águas abertas, onde exige capacidade do atleta devido às dificuldades encontradas e colocadas pela nossa mãe natureza. A Beatriz é muito guerreira e dedicada, tem muita disciplina. Para o Henrique é tudo uma diversão, com aquela pitadinha de competitividade”, conta o pai Diogo Alexandre Trancoso.

Mesmo com a pouca idade, ambos estão deixando marcas por onde passam, com destaques que merecem atenção. O incentivo para natação veio do próprio pai, que pratica o surfe e sabe que nadar é o primeiro passo para entrar no mar.

No caso da atleta, o primeiro contato com a água foi aos quatro anos. O objetivo era simples: manter a segurança no mar e aprender a mergulhar. Já Henrique, que começou a nadar aos dois anos, sempre gostou da água, conseguindo pegar as primeiras ondinhas com apenas quatro anos.

Com a chegada das etapas nacionais, a família de Joinville intensifica as preparações, especialmente para Beatriz. Com treinos na piscina e provas nos fins de semana, conciliar a vida de atleta com a escola requer organização.

Durante a semana, a nadadora separa as horas entre o ensino, treinamento funcional, natação e dança. O irmão pratica em dois locais:  um com colegas mais velhos, dos nove aos 11 anos, e outro com crianças mais novas.

“A Beatriz treina desde os quatro anos de idade, só que começou a treinar em equipe somente o ano passado. Esse desejo surgiu depois que ela entrou na equipe treinando com os outros nadadores. O Henrique criou o desejo depois de ter visto a irmã em seu primeiro campeonato aberto”, explica Diogo.

No caso da jovem, a identificação com o mar aberto surgiu em 2022, após uma maratona aquática em fevereiro e a vitória na categoria geral. Mesmo com o pouco tempo de prática, já existem desafios que ficaram marcados na memória, como a Copa do Brasil (primeira competição nacional) e a adrenalina imposta por situações inesperadas.

“Águas (vivas) na Ilha do Mel foi o meu primeiro contato com elas. Pensei em desistir da prova, pois ardia muito. Eu cheguei a parar, mas continuei a nadar e conforme eu nadava ardia menos. Assim consegui chegar até o final, sendo campeã.”, declara a garota.

A mesma admiração pelas competições de natação também é vivenciada por Henrique, e a irmã faz questão de observar a postura do menor.

“Ele é muito feliz nadando e nadar, hoje, é o que eu mais amo na vida. O mais engraçado é ver o foco dele antes das provas, com seu tamanho parece gente grande.”

Além das competições de natação, a família também aborda outros assuntos que vão além da rotina e das responsabilidades.

“Conversamos sempre, não só sobre a natação, mas tudo que envolve ter bons resultados, como a alimentação, disciplina, respeito e a nossa cabeça. Sempre estamos acompanhando notícias, resultados e falando de estratégias”, detalha o pai, que observa a vibração da praia quando Henrique participa das competições de natação..

E a grandeza dos obstáculos não é um impeditivo, pelo menos para os objetivos de Beatriz. “Meu sonho é conquistar uma medalha olímpica, mas quero subir um degrau de cada vez. Sendo assim, o meu primeiro objetivo é ganhar uma medalha no Mundial Junior de Maratonas Aquáticas”, diz a estudante. A participação só será possível em 2024, por conta da idade.

Quando o assunto é experimentar novas possibilidades, a adolescente aproveita para deixar um recado: “Não tenham medo de errar. Eu nunca imaginava disputar uma prova em mar aberto, me inscrevi de última hora na minha primeira maratona e encontrei a minha paixão”.

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