Conhecido por ser um período em que a sociedade era dividida entre clero, nobreza e servo, o feudalismo foi um sistema político que surgiu na Europa Ocidental durante a Idade Média. Em Joinville, o professor de História William Felisky, da Escola Municipal Prefeito Max Colin, propôs à turma o projeto de gamificação “A Saga da Idade Média”, focado em compreender o antigo sistema.
A construção do reino foi uma das atividades desenvolvidas no jogo do feudalismo, atividade com os estudantes da Escola Municipal Prefeito Max Colin – Foto: Renata Bomfim/Divulgação/its TeensA ideia surgiu como forma de assimilar o conteúdo de sala de aula com algo que os estudantes fazem com frequência: jogar.
“Queria que eles se aproximassem mais do conteúdo, não só montar um mapa e os castelinhos. Eles vão ter que desenvolver o território deles, então existem as fronteiras estabelecidas. Precisam desenvolver o feudo, uma unidade feudal, e para isso eles precisam desenvolver as atividades em sala”, explica o educador.
SeguirPara incluir outros estudos e despertar a curiosidade, o desenvolvimento contou com a criação de uma história e até mesmo de personagens — dois jovens camponeses na Idade Média.
Foi a partir daí que os adolescentes começaram a compreender como era a vida no feudalismo e quais eram as obrigações. O projeto, destino aos sextos anos, foi estruturado em cinco fases: formação do feudalismo, crise do feudalismo, renascimento, reforma religiosa e absolutismo.
Além de conhecer como era a divisão da sociedade e do trabalho e a conquista de renda, é jogando que os grupos aprendem a manter o comportamento em sala para conquistar mais pontos.
“Eles vão passando (de fase) e a pontuação vai aumentando; porém, se eles deixarem de fazer, as punições também. Então vai aumentando a dificuldade e também a retribuição”, menciona William. Entregar a tarefa de casa e respeitar o colega, por exemplo, são ações que podem resultar em pontos, fator-chave para desenvolver o sistema feudal.
Independentemente da fase, a disputa será realizada em um mesmo mapa, mantendo as conquistas dos desafios anteriores. “Haverá um jogo quando eles estiverem nos castelos, nas fortalezas, um vai atacar o outro. Também terá outro, com tomada de decisões, então eles vão ter cartas e uma série de situações, por exemplo, o aumento da produção agrícola”, explica o professor, que criou uma pontuação diferente para cada decisão.
Para quem está participando da disputa, a conquista é um fator extra para manter o foco.
“O professor faz com que a gente se envolva, como se estivéssemos vivendo isso mesmo, como se estivéssemos lá. Aqui na escola, durante as aulas, mantemos o comportamento para ganhar mais pontos e cumprimos com as nossas obrigações. Isso gera pontos para comprar coisas, é como se fosse um jogo mesmo”, comenta Beatriz Maria dos Santos, 12, sexto ano.
Para ter o domínio, há quem já tenha desenvolvido uma estratégia. “O meu feudo consiste em capivaras. Na verdade, eu pensei (na ideia) porque eu gosto muito de capivara. Desenvolvemos um feudo em que as capivaras são animais de estimação, usadas como montaria infantil”, finaliza Davi Francisco Cristofolini, 11, sexto ano.