Compreender os sentimentos e expressar emoções são tarefas difíceis para a maioria das pessoas, independentemente da idade. Seja pela vergonha ou conflitos, existem diversas barreiras que podem surgir nas relações. Mas como aprender a lidar com a inteligência emocional?
Aula sobre inteligência emocional na sede Monte Verde do Programa Bairro Educador – Foto: Antônio Prado/Divulgação/its TeensNas 12 unidades do Bairro Educador, projeto da Prefeitura Municipal de Florianópolis, crianças e estudantes estão aprendendo sobre inteligência emocional na Oficina das Emoções.
Com encontros semanais, o grupo é acompanhado pelos psicólogos Bruna Thirion, Carla de Almeida, Gabriela Rosa, Júlio Luiz Dantas Ramos e Letícia Sardá, além das assistentes sociais Karolina Machado e Karoline Francieli, trazendo para dentro de cada sede ou extensão situações vivenciadas na escola ou na própria comunidade.
SeguirA iniciativa surgiu no início do ano, em uma junção entre as necessidades dos estudantes e a observação dos profissionais. “O propósito dentro da oficina é fortalecer as questões emocionais, é o estudante aprender a entender o que são sentimentos, o que são emoções, como gerir melhor seus comportamentos mediante as situações”, explica Júlio, coordenador psicossocial do Bairro Educador.
Cada psicólogo atende três ou quatro sedes, com encontros que reúnem de 12 a 15 jovens. E na troca de experiências, no simples ato de falar e ouvir, as turmas começam a compreender que aquilo que sentimos pode ser trabalhado de diversas formas, pensando na melhor comunicação e no que deve ser dito ao outro.
“A oficina vem provocando alguns sentimentos e emoções. Existem os atendimentos individuais e personalizados, que são resultados das ações dentro das sedes, então não necessariamente todos os estudantes que estão na sede passam pela oficina, mas todos têm disponibilidade do psicólogo para atendê-los. São os casos mais agravados que passam pela Oficina das Emoções”, esclarece o profissional.
E tudo o que é trabalhado com a turma parte de uma abordagem e linguagem lúdicas, capaz de evidenciar as diferenças e criar um ambiente de respeito.
“Proporciona um espaço no qual ela vai ter um espelho e ela vai poder olhar para si e entender que ela pode colocar para fora, aprender a regular o sentimento”, comenta Júlio.
Inteligência emocional
É com desenhos que a turma das emoções da sede Córrego Grande aprende sobre inteligência emocional – Foto: Gabriela RosaEmbora as ações já tenham sido desenvolvidas no ano passado, é com a Oficina das Emoções que os indivíduos trabalham a comunicação. “Construir uma autoimagem, os processos de aceitação, que as pessoas são diferentes, que é o mais importante. Conseguir compreender essa questão do ser único, eu sou único, mas eu não estou só”, diz o coordenador.
A oficina de inteligência emocional segue até o final do ano, mas a participação de alguns estudantes é pontual. “Na medida que a gente for vendo que eles estão sendo mudados, e que aquela ação que era mais inflamada foi regulada, abre oportunidade para os próximos entrarem”, finaliza Júlio.
Vale destacar que o atendimento individual e o acompanhamento profissional são mantidos, independentemente da participação no grupo.