O governador Carlos Moisés (PSL) esteve em Saudades, no Oeste catarinense, na tarde desta sexta-feira (14), e anunciou que 25 psicólogos e cinco assistentes sociais serão contratados para auxiliar no atendimento à comunidade e familiares das vítimas da tragédia causada em uma creche, na última semana.
Mais de 20 psicólogos atenderão familiares de vítimas em creche de SC – Foto: Secom/Divulgação/NDA manifestação foi realizada durante a visita do ministro da Educação, Milton Ribeiro, ao município catarinense.
Em reunião na prefeitura, com a presença de alguns pais das vítimas, o chefe do executivo Estadual, muito emocionado, demonstrou a solidariedade e o apoio do Governo do Estado neste momento de dor.
Seguir“Queremos mitigar os efeitos dessa situação, apoiar e somar junto às ações que já estão sendo feitas. Viemos trazer esperança a este povo tão acolhedor. Eu também sou pai e posso imaginar o tamanho dessa dor. A violência que aconteceu aqui não pode se repetir em lugar nenhum”, afirmou Carlos Moisés.
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, informou que o Governo Federal dará atenção especial para melhorias na estrutura educacional do município, seja com obras ou equipamentos.
O prefeito de Saudades, Maciel Schneider, relatou que o município viveu no dia 4 de maio o pior episódio da sua história e destacou a importância do apoio que a cidade tem recebido.
“Aos poucos estamos tentando nos recuperar. Desde o primeiro momento contamos com o auxílio de muitos profissionais e alguns estão fazendo trabalhos voluntários. Só temos a agradecer a todos que estão se solidarizando neste momento tão difícil para cuidar do nosso povo”, disse o prefeito que também agradeceu pela presença do ministro.
A contratação dos profissionais anunciados pelo governador se dará por meio de termo de cooperação entre a SES (Secretaria de Estado da Saúde) e a SED (Secretaria de Estado da Educação).
O edital será publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (14). A coordenação da equipe que vai atuar no município ficará a cargo da SED, por meio do Nepre (Núcleo de Educação e Prevenção), da coordenadoria regional de Educação de Maravilha.
Carlos Moisés acompanhou ministro da educação em visita ao município de Saudades – Foto: Secom/Divulgação/NDTambém acompanharam o encontro o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon e o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro de Nadal.
Assim como o deputado Estadual, Fabiano da Luz, reitor da Universidade Federal Fronteira Sul, Marcelo Recktenvald, presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Marcelo Lopes da Ponte, vice-prefeito de Saudades, Marcos Hoss, presidente da Câmara de Vereadores, Eliamar Corradi, familiares das vítimas e outras autoridades.
Mais segurança nas escolas
Para reforçar a segurança nas escolas, o governador destacou que todas as 1.064 unidades da rede estadual de ensino terão vigilância humana.
Carlos Moisés afirmou que um dos focos do Governo do Estado é uma educação de ainda mais qualidade, aliado a isso, salientou que é necessário que as escolas sejam sempre humanizadas, seguras e acolhedoras.
Acrescentou ainda que serão adquiridos computadores para doar aos professores, com apoio da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).
Impacto na comunidade
A tragédia deixou traumas difíceis de superar no município de quase 10 mil habitantes. Fabricia Maldaner é tia de Murilo, menino de 1 ano e 9 meses que está entre as vítimas.
“É complicado lidar com a situação. Precisamos do apoio em todos os sentidos, especialmente dando força às famílias. Foram cinco vítimas fatais, e o Henrique, que foi ferido, mas felizmente sobreviveu. A ajuda psicológica é fundamental. Acredito que cada pessoa tem o seu tempo, umas precisam desse apoio imediatamente e outras mais tarde. O importante é amenizar essa dor que atinge a todos nós”, afirmou.
A moradora de Saudades, Regina Jank, mãe de uma menina de 1 ano e 11 meses que estuda na creche, ainda teme deixar a filha voltar à escola.
“Sentimos medo, mas esse medo não pode nos paralisar. Minha filha pede todos os dias para voltar ao educandário. Não está sendo fácil para toda a comunidade. Mas vamos seguir em frente dando forças um ao outro”.