MEC bloqueia R$ 25 milhões e ameaça funcionamento da UFSC: ‘grandes dificuldades’

Recursos impactados são usados para energia elétrica, água e manutenção; decisão ainda pode ser revertida, diz secretário de Planejamento e Orçamento

Redação ND Florianópolis

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O bloqueio de 14,54% na verba de custeio e investimento das universidades federais realizado pelo MEC (Ministério da Educação) irá impactar o orçamento da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) em R$ 25,52 milhões. A medida foi anunciada na última sexta-feira (27).

Orçamento de custeio da UFSC foi reduzido de R$ 132,11 milhões para R$ 106,59 milhões – Foto: Leo Munhoz/NDOrçamento de custeio da UFSC foi reduzido de R$ 132,11 milhões para R$ 106,59 milhões – Foto: Leo Munhoz/ND

Os recursos afetados são usados para pagar despesas como energia elétrica, água, contratos nas áreas de limpeza, vigilância e manutenção da Universidade.

O MEC foi procurado para comentar o caso, mas não retornou até o fechamento deste texto. O espaço está aberto.

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O secretário de Planejamento e Orçamento da UFSC, Fernando Richartz, prevê grandes dificuldades para o pagamento de contas ao final do ano caso o bloqueio não seja revertido.

As informações foram repassadas aos membros do CUn (Conselho Universitário) em sessão realizada nesta terça-feira (31). O secretário explicou que o bloqueio não é um corte definitivo de recursos, e que pode ser revertido.

Assim, a verba até então disponível de R$ 132,11 milhões foi reduzida a R$ 106,59 milhões. “Caso não ocorra o desbloqueio esse valor de R$ 106,59 milhões é 7,80% menor do que foi no ano passado, 24,3% menor do que foi em 2020 e 26% menor do que foi em 2019”, ressalta o secretário, que aponta a redução sistemática das verbas orçamentárias ao longo do tempo.

“Isso é um problema sério para a Universidade, porque os contratos aumentam ao longo do tempo”, lembra Fernando Richartz. A universidade diz ainda que a pandemia fez alguns insumos, como energia elétrica, combustíveis e outros tivessem grandes aumentos, ao mesmo tempo que os valores destinados ao custeio da universidade foram reduzidos.

“A situação vai ficando cada vez mais complicada e a gente não vai mais tendo margem de onde retirar esse valor para poder fazer essas contas fecharem”, finaliza Richartz.

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