Ministro da Educação anuncia paralisação do cronograma da reforma do ensino médio

Escolas devem manter as disciplinas inseridas, mas paralisar demais mudanças até o resultado do trabalho da comissão estabelecida pelo ministério

Danila Bernardes Brasília (DF)

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O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou na tarde desta terça-feira (4), que vai assinar a portaria que suspende o calendário de implantação do novo ensino médio e das mudanças no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Segundo o ministro, uma comissão, que já foi criada, tem prazo até 8 de junho para trazer novas diretrizes.

Camilo Santana afirma que existe erro na implantação do novo ensino médio. – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDCamilo Santana afirma que existe erro na implantação do novo ensino médio. – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

Com a suspensão do cronograma, o Enem continua no atual modelo, com 180 questões e redação, em dois dias de provas.

Camilo garantiu que as escolas que já começaram a implantação do novo modelo, como algumas unidades em Florianópolis, devem manter as disciplinas inseridas, mas paralisar demais mudanças, até o resultado do trabalho da comissão.

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“O que queremos é um ensino médio que possa focar numa flexibilização, um modelo para garantir profissionalização para nossos jovens e possam ter qualificação já no ensino médio. Que possa ser tempo integral como diz a lei. E alguns elementos precisam ser corrigidos, afirmou o ministro.

“O grupo de transição do governo reuniu pessoas de diversas áreas, teve um grande debate sobre implantação do novo ensino médio. Nós avaliamos que houve erro na condução da execução, não se amarrou direito a aplicação de itinerário. Vou dar um exemplo, teve estado que escolheu oito disciplinas como itinerário, teve estado que escolheu 300. Então não houve orientação, formação de professores, adaptação de estrutura necessária”, avaliou Camilo ao justificar a decisão.

Novo ensino médio

O novo ensino médio é uma política educacional que traz um novo modelo de ensino, mais direcionado para o mercado de trabalho, com extensão de carga horária e novas disciplinas, onde o estudante tem a chance de escolher uma parte delas, já seguindo o que pretende se profissionalizar.

Com isso, o Enem também passaria a ser mais direcionado, com questões especificas para cada área escolhida pelo estudante.

Mesmo com a definição de novas diretrizes pela comissão, as mudanças devem passar pelo Congresso Nacional, por se tratar de uma lei federal.