A SED (Secretaria de Educação de Santa Catarina) ainda define o local onde atuará o setor administrativo da escola Júlio da Costa Neves, em Florianópolis, informou a pasta nesta quarta-feira (22). O novo espaço será utilizado enquanto se resolve o impasse da escola.
A instituição, na Costeira do Pirajubaé, está interditada desde segunda (20) pois parte da estrutura está cedendo, o que provoca a abertura de crateras no chão e rachaduras na parede. Preocupados que a obra original acabe ficando paralisada, a comunidade organizou protesto para este sábado (24) pedindo soluções rápidas.
Escola foi erguida em 2014, mas já precisou passar por uma série de reparos – Foto: Leo Munhoz/NDA discussão do novo local pautou uma reunião entre pais, professores e gestores da escola, realizada na noite desta terça-feira (20). O espaço é importante também para garantir a distribuição do kit alimentação e das atividades, esta última entregue quinzenalmente.
SeguirO destino da estrutura original ainda é incógnita. A SED contrata uma perícia para identificar a raiz do problema. A pasta considera duas possibilidades: reforma ou a construção de uma escola modular, a depender do laudo. Antes, nenhuma ação será tomada, informam.
Enquanto isso, o ensino na instituição segue remoto. Por conta da pandemia, e depois pelo atraso nas reformas em fevereiro, os 966 alunos não tem aulas presenciais desde março de 2020 – a SED estima retomada no início de 2022.
Pressão para reformas
O protesto de pais e alunos ocorrerá neste sábado (24), às 14h. Eles pedem pela aceleração da perícia e das obras, para que sejam concluídas nesses sete meses que separam a interdição da previsão do Governo Estadual para a retomada do ensino presencial.
O medo da comunidade é que a Júlio da Costa Neves repita os passos da instituição vizinha, a escola municipal Anísio Teixeira, que fica a pouco mais de um quilômetro. Interditada em 2019 devido a uma infiltração, a obra acabou condenada. Até hoje a nova escola ainda não saiu do papel.
“Queremos a reforma do colégio antes que as aulas presenciais voltem. Em sete meses a coisa tem de ser solucionada”, afirma Izabele Komuda, aluna do 2º ano do ensino médio. Outros dois temores são a instalação de uma nova escola em local afastado ou que os alunos pisem nas salas com as reformas ainda em andamento, por conta dos problemas respiratórios.
“São mais de 400 alunos no período da manhã e outros 415 a noite. Já temos um déficit de vagas, com duas escolas interditadas como vai ficar?”, afirma.
Imbróglio
A situação se arrasta há um bom tempo. Desde a fundação em 2014, esta é segunda vez que a estrutura é interditada e a terceira em que passa por reformas. O problema é documentado desde 2018, mas agravou nas últimas semanas.
A instituição atende desde o ensino básico até jovens no último ano do terceirão. Por conta do atraso nas obras e a interdição, alguns pais estão procurando outras escolas para os filhos. A instituição é única escola que oferta o ensino médio no bairro.
A obra foi construída pela empresa LG Construtora. Em nota, a empresa informou que em 2018 contratou profissionais da “área geotécnica, fundações e calculistas estruturais para avaliarem toda a situação” e que ” ficou constatado que não haviam falhas de execução e sem de dimensionamentos da fundação em virtude do solo”.
A SED ressaltou que é necessário aguardar a conclusão da perícia antes de tomar alguma ação, e garantiu a entrega das atividades e do kit alimentação.