Moradores da Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis, protestaram mais uma vez neste sábado (24) em busca de respostas do governo.
Isso porque a escola Júlio da Costa Neves está com parte da estrutura cedendo – o que provoca abertura de crateras no chão e rachaduras na parede. A manifestação aconteceu às 14h.
Escola foi erguida em 2014, mas já precisou passar por uma série de reparos – Foto: Leo Munhoz/NDA unidade foi entregue em 2014, depois de um investimento de mais de R$ 7 milhões. O problema, segundo a comunidade, começa no entorno: ela foi erguida em área aterrada de mangue. Agora, corre o risco de ser demolida.
SeguirEngenheiros que fizeram estudos no local apontam que alguns pilares chegaram a ceder quase 15 centímetros. Por isso, a Defesa Civil interditou o local na segunda-feira (20) e, desde então, os alunos estão com aulas exclusivamente remotas.
Instabilidades
Para os alunos entrevistados pela NDTV, a instabilidade da situação é o que mais incomoda. Segundo eles, “ninguém sabe dizer o que está acontecendo”.
Duas possibilidades são consideradas pela SED (Secretaria de Estado da Educação): se a perícia técnica, que está em fase de contratação, apontar que a estrutura tem condições de atender a comunidade, obras de reforma serão iniciadas. Caso contrário, a alternativa será disponibilizar uma escola modular para atender os estudantes.
De acordo com a SED, os 966 alunos só devem voltar às aulas presenciais no próximo ano.