MP denuncia professora e diretora de creche acusada de torturar crianças em Florianópolis

Na denúncia, o Ministério Público aponta a suposta prática dos crimes de maus tratos, tortura, lesão corporal e constrangimento

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) denunciou a creche particular Bem-Me-Quer por suposta prática dos crimes de maus tratos, tortura, lesão corporal e constrangimento contra as crianças que frequentavam o local. A ação foi enviada ao poder judiciário neste domingo (14).

Ministério Público enviou ação para o poder judiciário neste domingo – Foto: Procon-SC/Divulgação/NDMinistério Público enviou ação para o poder judiciário neste domingo – Foto: Procon-SC/Divulgação/ND

O MPSC entrou com ação penal contra a proprietária e contra uma professora da creche, localizada no Bairro Capoeiras, em Florianópolis.  A denúncia foi ajuizada pela 18ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.

A ação foi protocolada na 2ª Vara Criminal da Comarca da Capital e ainda não foi recebida pelo Poder Judiciário. Somente após o recebimento as acusadas passam a ser formalmente rés no processo penal, no qual terão amplo direito à defesa e ao contraditório.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Conforme foi apurado, de acordo com o MP, os bebês e crianças eram privados de alimentação adequada, servida em quantidade insuficiente. Ao final do dia, quando chegavam em casa, os alunos estavam sempre muito famintos. Além disso, as duas acusadas teriam deixado de dar medicação enviada pelos pais e retirado intencionalmente o aparelho de auditivo de uma das crianças.

Como resultado das supostas agressões, várias das crianças iam para casa com marcas, arranhões e hematomas, sendo as desculpas fornecidas pela escola as mais variadas possíveis.

Segundo o MP, os nomes das acusadas e da escola não são citados em função da ação tramitar em segredo de Justiça.

Diretora nega acusação

Em julho deste ano, o ND+ revelou que, em depoimento, a diretora acusada de maus-tratos negou as acusações. A informação foi confirmada pelo delegado responsável, Luis Feliz Fuentes.

Relembre o caso

No início de julho, supostas agressões foram denunciadas por mães dos ex-alunos da escola. Ao menos dez famílias dizem ter sido afetadas e estão compartilhando relatos em um grupo de apoio no WhatsApp. As supostas ações cometidas pela diretora da escola Bem-Me-Quer Desenvolvimento e Movimento foram relatadas por pais e denunciadas à polícia.

Uma mãe que pediu para não ser identificada relatou que a filha, além da fome, chegou em casa com a calça suja de urina. Já desfraldada (quando uma criança não usa mais fralda), a mãe desconfiou da ação. Ao questionar a filha, a criança contou que tinha ficado trancada em uma sala e tinha “gritado muito alto, mas ninguém abriu a porta”.

O relato foi confirmado pela antiga professora da escola que gravou as imagens para ter provas suficientes para denunciar as situações. De acordo com Jussara, esta professora relatou que sua filha teria ficado trancada pois começou a relatar aos pais os maus-tratos que sofria.

Tópicos relacionados