Na frente das câmeras: estudantes produzem e apresentam telejornal em Joinville

Escolher o tema, pensar na produção e preparar a gravação são alguns passos para criar um telejornal; veja como os alunos da Escola Municipal Doutor Ruben Roberto Schmidlin lidaram com o desafio

Ana Caroline Arjonas e Renata Bomfim Joinville

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Estar diante das câmeras, decorar o texto e estar preparado para falar é uma missão desafiadora para a maioria das pessoas. Na Escola Municipal Doutor Ruben Roberto Schmidlin, em Joinville, os alunos dos quartos anos tiveram um desafio diferente: produzir e apresentar um telejornal.

Os estudantes analisaram programas já existentes para aprender o que compõem um telejornalPara produzir o telejornal, os alunos foram separados em grupos, e cada um exerceu uma função – Foto: Renata Bomfim/Divulgação/its Teens

A ideia foi da professora Taynara Elisa Lovison, após abordar o tema “notícias”. “Mostrei para eles vários telejornais, fomos assistindo, eles foram identificando os elementos, quem participava, quem que era o repórter, o jornalista, e eles viam que tinha a troca de cenário”, conta a educadora.

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Depois de assistir e elencar aquilo que é essencial na produção, o próximo passo foi montar os cenários na lousa digital, criando uma identidade para cada telejornal que foi apresentado.

Para que todos pudessem participar da atividade, as turmas foram divididas em grupos, com uma média de 12 e 13 alunos.

“Eles montaram um roteiro, organizaram quem seria a jornalista, quem seria o repórter, e foram criando as chamadas. Foi um trabalho bem legal no decorrer das aulas de Língua Portuguesa. Eles entrevistaram pessoas aqui da escola, foram lá na cantina perguntar o que ia ter de refeição, na biblioteca, eles entrevistaram várias pessoas”, comenta Taynara.

Uma alternativa adotada pela professora foi permitir que os estudantes fizessem algumas entrevistas em dupla — além de garantir a participação de todos, essa foi uma forma de deixar os jovens mais à vontade e confiantes para conversar com outros profissionais da unidade, incluindo a diretora.

“Às vezes, uma reportagem ou outra, eles pediam ajuda do amigo. Deu uma média de seis ou sete conteúdos por telejornal”, lembra a professora, que gravava as produções na sala e em outros locais da unidade — os vídeos foram editados e compartilhados com os pais.

Produzindo uma fake news para o telejornal?

O telejornal produzido na escola também abordou o tema fake newsO telejornal produzido na escola também abordou o tema fake news – Foto: Renata Bomfim/Divulgação/its Teens

Os temas das reportagens e telejornais eram livres, e um dos grupos decidiu falar sobre fake news, assunto que já havia sido abordado em sala. “Pensei numa coisa que fosse bem diferente, que fosse uma coisa que não é real. O menino andando no telhado em cima da escola é uma fake news muito forte, e foi uma experiência muito legal”, explica a estudante Maysa Faust. A ideia de criar uma informação falsa partiu do experimento realizado pela educadora, já que as turmas compreenderam o que são as notícias e quais são as diferenças entre a verdade e a mentira.

“Vimos em um telejornal e eles falaram sobre fake news. Com isso fomos aprendendo, tínhamos uma noção e criamos a própria fake news”, declara Maysa.

Mais do que a oportunidade de conhecer novas linguagens, a iniciativa contribuiu com a interpretação dos fatos e com o desenvolvimento de linguagens, tanto escrita quanto corporal. Com o trabalho em equipe, uma coisa é certa: eles estão preparados para apresentar outros telejornais.

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