Na luta contra o câncer, professora tem lema para enfrentar a doença: “foco, força e fé”

Rede de apoio, amor dos familiares e amigos foram os recursos que Rosilene Kuhn, professora de Florianópolis, utilizou na luta contra o câncer de mama

Redação its Teens Florianópolis

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Foi assim, de cabeça erguida e com o apoio da família e amigos que Rosilene Kuhn, 49, enfrentou o câncer de mama que descobriu no início de 2019, depois de um exame de rotina. Professora no Neim (Núcleo de Educação Infantil Municipal) Paulo Michels, ela ainda se emociona falando sobre sua jornada, e garante que o sentimento que carrega consigo é o de gratidão.

"Foco, força e fé", esse foi o lema de Rosilene durante a jornada contra o câncer de mama“Foco, força e fé”, esse foi o lema de Rosilene durante a jornada contra o câncer de mama – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/its Teens

“Em nenhum momento você vai pegar uma foto minha sem um sorriso, careca ou turbante. Estou sempre sorrindo e eu não deixei de fazer as coisas. É sobre não deixar de fazer as coisas, não deixar de sorrir, se agarrar às pessoas que te amam e ir para frente”, diz a professora.

Do momento em que o médico solicitou a biópsia, até o final da quimioterapia, ela nunca ficou sozinha e isso foi sua maior motivação para não desistir: sabia que era amada e passou a lutar não apenas por ela mesma, mas por aqueles ao seu redor também. Com o lema “força, foco e fé”, a professora se fortaleceu para passar por esse momento.

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Em consequência do tratamento para o câncer, começou a queda de cabelo, mas raspar a cabeça não foi problema. A dificuldade foi explicar para a mãe, já de idade, o que estava acontecendo. “A mãezinha olhou para mim e perguntou: ‘minha filha, agora tu vai usar touca sempre?’. E ela não é boba, já estava percebendo, então eu expliquei”, relembra Rosilene.

Quando a mãe de Rosilene a viu com a cabeça raspada, abraçou-a e passou a usar turbante para demonstrar apoio. E ela não foi a única: no dia do aniversário de Rosi, como é chamada, foi surpreendida com uma festa e todos os convidados estavam usando o lenço.

Ganhou, também, de uma sobrinha, uma Barbie careca – que ela pescou em uma brincadeira na creche e removeu os cabelos – para representar que não importava como ela estava, continuava sendo amada e apreciada.

A questão da autoaceitação é algo que nunca foi problema para Rosi, e esse apoio das pessoas ao seu redor só colaboraram para isso. Apesar das consequências físicas, o câncer não tirou seu alto astral, muito menos o seu amor próprio. “Qualquer coisa que acontece hoje, qualquer exame que tem que fazer, qualquer dorzinha que você sente remete a isso, fica no coração da gente, esse medo.”

Algo que Rosilene enfatiza é a importância de fazer o autoexame todos os anos, assim como mamografias de rotina, pois foi dessa forma que ela descobriu o câncer logo no início, algo que aumenta as possibilidades de recuperação completa.