Palavras iguais, sentidos diferentes: saiba como não cair em pegadinhas

Palavras com grafias parecidas e significados diferentes podem alterar todo o sentido da frase; conheça as palavras que mais podem causar confusão na hora da escrita

Ana Caroline Arjonas com revisão de Tânia Graciele Belo Joinville

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Não basta avaliar o tema e as frases, existe outro item que pode fazer a diferença no texto: o uso de palavras com grafias corretas. É verdade que muitas pessoas já tiveram dúvidas na hora de escrever, mas compreender o sentido de cada termo — e quando deve ser usado — é a solução para criar uma redação ou resposta digna de nota 10!

Revisar o texto é importante para evitar que palavras erradas passem despercebidasRevisar o texto é importante para evitar que palavras erradas passem despercebidas – Foto: iStock/Divulgação/its Teens

Onde x aonde

Primeiro vamos compreender que ambas as grafias estão corretas, mas que cada uma deve ser empregada adequadamente na oração. Enquanto a palavra “onde” é usada para definir um local, “aonde” é a junção do “a” + “onde”. Veja os casos:

  • Onde deixei minha bolsa? (ideia de lugar)
  • Onde devo encontrar a turma para a aula de matemática? (ideia de lugar)
  • Aonde você pretende chegar em dez anos?
  • Vou aonde você quiser.

Perceba que nos últimos exemplos existe o uso do “aonde” por conta do verbo, já que o “chegar” dá a ideia de que a pessoa vai chegar a algum lugar (chegar a algum lugar = chegar aonde). O mesmo vale para o verbo “ir”.

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Mas x mais

Outras palavras que geram confusão são: “mas” e “mais”, porém, é simples compreender, pois o que vai definir o uso é o sentido da frase. Isso porque o “mas” pode ser empregado como conjunção adversativa, transmitindo a ideia de oposição, enquanto “mais” tem como objetivo evidenciar uma quantidade maior de algo.

Para evitar o erro, uma alternativa é conhecer os sinônimos, fazendo trocas simples no momento da escrita. Confira alguns exemplos e possíveis substituições:

  • Estudo pela manhã, mas (entretanto) prefiro à tarde.
  • Faço trabalhos sozinha, mas (porém) prefiro atividades em grupo.
  • Queria ter mais (quantidade) tempo para terminar a prova.
  • Tive que estudar mais (quantidade) para entender o conteúdo.

Pode x pôde

É fato: na Língua Portuguesa não faltam palavras iguais, mas que são diferenciadas por um acento, característica que pode gerar muitas dúvidas, não é mesmo? No caso de “pode” e “pôde”, além da grafia também é possível identificar a diferença na fala.

A primeira opção deve ser usada quando o intuito é narrar algo que está acontecendo no momento, na terceira pessoa do singular (presente do indicativo).

Já a segunda palavra deve ser escolhida quando o foco é falar de algo que começou e terminou no passado (pretérito perfeito do indicativo). Confira os exemplos:

  • Ele pode preferir números e matemática.
  • Hoje a Angélica pode começar os estudos mais cedo.
  • A Maria pôde realizar o desejo de tirar um 10 em Ciências.
  • O Carlos não pôde ir à aula porque estava doente.

Tem x têm

Sabe aquela história de plural e singular? Aqui é essa diferença que determina quando o “tem” ou o “têm” será colocado em uso.

Enquanto a primeira palavra corresponde ao singular, a segunda determina que existe mais de um indivíduo na conjunção. Veja alguns casos:

  • Gabriela tem mais balas do que Pedro.
  • A turma da tarde tem mais alunos do que a classe da manhã.
  • Os grupos têm mais meninas do que meninos.
  • Agora as aulas têm mais instrumentos e alternativas de aprendizagem.

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