Palhoça avança no projeto de implantação de centro de atendimento autista

Município teve lei sancionada na última semana de agosto e já definiu como deve funcionar o espaço na região

Redação ND Florianópolis

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O município de Palhoça está mais perto de ganhar um centro de atendimento integrado para crianças, adolescentes e adultos autistas. Na última semana de agosto, foi sancionada a lei que determina a implantação deste espaço na cidade.

Projeto de centro de atendimento autista deve atender centenas de pessoas de Palhoça – Foto: Divulgação/NDProjeto de centro de atendimento autista deve atender centenas de pessoas de Palhoça – Foto: Divulgação/ND

A ideia, que logo virou projeto de lei na Câmara de Vereadores de Palhoça, nasceu inspirada na filha do vereador, diagnosticada com autismo aos seis anos, que propôs a iniciativa, Gilberto Farias (Avante).

“Não foi fácil, pois ela passou por vários médicos, além da falta desse diagnóstico precoce, a falta de equipes multidisciplinares para o atendimento do espectro autista… conversando com amigos que também têm filhos autistas, foi o que me motivou”, explica.

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Autismo em números

A estimativa da secretaria de Educação de Palhoça é de aproximadamente 500 alunos com autismo matriculados apenas no ensino fundamental das escolas municipais.

Contudo, o vereador acredita que esse número seja muito maior, já que os dados disponíveis mostram apenas a condição do ensino básico. “Fora as escolas estaduais e crianças que não estão matriculadas, acreditamos que tenha mais de mil casos de autismo no município de Palhoça, entre crianças, adolescentes e adultos”.

Segundo os números da ONU (Organização das Nações Unidas), o autismo afeta, em média, 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

O centro de atendimento

A agora lei vai garantir que o centro de atendimento integrado tenha instalações com equipamentos e recursos humanos. Isso inclui a formação e capacitação para o atendimento de autistas que precisem de  reabilitação, tratamento, prevenção de deficiências secundárias e tratamento ou orientação familiar.

Além disso, há previsão de atendimentos neurológico, psiquiátrico, pediátrico, terapêuticos, pedagógico, psicopedagógico, psicológico, fonoaudiólogo, fisioterapêutico, nutrição funcional e terapêutico ocupacional.

Também estão previstos cuidados de enfermagem, atendimento odontológico e serviço social, com atividades como programa de diagnóstico precoce, atendimentos terapêuticos comportamentais, qualificação em atendimento a autistas e profissionais do centro de atendimento integrado.

Haverá também distribuição gratuita de medicamentos e nutrientes necessários ao grupo, sem interrupção de fluxo e prestação de apoio social e psicológico às famílias.

Para realizar o trabalho, deve haver a integração de pediatra, psicólogo, neurologista, psiquiatra, nutricionista, fonoaudiólogo, assistente social, pedagogo, psicopedagogo, fisioterapeuta, musicoterapeuta, arteterapeuta, professor de Educação Física, terapeuta ocupacional, equoterapeuta e professor de natação.

O atendimento será em horário integral, observando a necessidade da pessoa com autismo em ter atendimento e programa individualizado, de acordo com as características da síndrome; e transporte para os autistas, conforme necessidade, sendo esta questão determinada pelos gestores do centro de atendimento.

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