Para memorizar: 5 erros de português que você precisa evitar

Seja nas conversas com os amigos ou durante uma prova, o uso correto do português é essencial para passar a mensagem certa

Ana Caroline Arjonas Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A língua portuguesa, conhecida por ser uma das mais difíceis do mundo, conta com singularidades e expressões únicas – que podem variar de acordo com as nações e costumes. Além do Brasil e de Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Timor Leste, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial são outros países que têm o português como língua oficial.

Para memorizar: 5 erros de português que você precisa evitarAprenda essas 5 dicas sobre erros de português para não errar mais – Foto: iStock/Divulgação/its Teens

Por conta da complexidade, existem algumas dúvidas que acabam surgindo durante a fala e a escrita, até mesmo para aqueles que são craques no português. Para evitar erros, o segredo é conferir as dicas e anotar os aprendizados — gravar é o caminho!

1. “Mas” ou “mais”?

Quem nunca ficou travado em uma redação pensando se o certo era usar “mas” ou “mais”? Isso porque o “mas” emprega a ideia de contrariedade e oposição, enquanto o “mais” é utilizado nos casos de quantidade, de soma.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Sendo assim, se o objetivo da frase é demonstrar a intensidade de algo, os números, a alternativa correta é a segunda expressão. A primeira deve ser utilizada como uma conjunção adversativa, expondo a contrariedade.

Exemplos: 

  • De todos os dias da semana, João gosta mais da sexta-feira.
  • O sonho de Beatriz é viajar mais vezes.
  • Miguel estudou, mas não conseguiu passar de ano.
  • Mariana é uma boa aluna, mas não gosta das tarefas de matemática.

2. Quando usar “mal” ou “mau”?

Seguindo o exemplo anterior, os termos “mal” e “mau” causam muitas confusões, entretanto, o que deve orientar o uso é o sentido da frase, ou seja, a mensagem que será transmitida.

O segredo é memorizar que a palavra com “u” é usada para descrever algo ou alguém de forma negativa. Por outro lado, “mal” pode ser um advérbio de modo, substantivo e conjunção, sendo aplicado nas situações em que algo não foi bem feito, para definir uma passagem de tempo e quando a frase aponta algum problema de saúde ou tristeza.

Exemplos: 

  • Mateus é um mau perdedor.
  • Pedro é um mau-caráter.
  • A professora foi ao médico, estava se sentindo mal.
  • Mal amanheceu e Priscila já quer ir à escola.

3. “Há” ou “a”?

Além da mensagem que será transmitida, existe outro diferencial que pode comandar a escolha das palavras: o tempo da oração. Prova disso é o “há” e o “a”. A primeira opção deve ser usada no passado, fazendo referência ao verbo haver, enquanto a segunda tem relação com o futuro, mas também pode ser usada para distâncias.

Exemplos: 

  • Não vejo a Gabriela há dias.
  • Estou esperando a Ana há horas.
  • Mãe, me espera? Estou a dois minutos de casa.
  • Turma, atenção! A prova será daqui a duas semanas.

4. “Senão” ou “se não”?

Se as dúvidas já surgem quando as palavras não são parecidas, imagina quando a grafia é quase a mesma? É aí que mora o perigo! Assim como nas outras situações, sempre há uma regra para facilitar o uso, incluindo o emprego do “senão” e “se não”.

O primeiro passo é compreender que os termos estão corretos, o que vai mudar é quando cada um deve ser usado. Enquanto a primeira opção deve ser aplicada nos casos em que o objetivo é expor algo contrário, a segunda, separada, pontua uma condição negativa — pode ser substituída por “caso não”.

Exemplos: 

  • Estudo muito, senão serei reprovado.
  • Mônica não faz mais nada, senão pensar nas férias.
  • Fernando, se não for possível estudar, me avise.
  • Se não fizer sol, não vamos brincar na praia.

5. “A gente” x “agente”

Assim como no modelo anterior, é preciso ter em mente que “a gente” e “agente” estão no vocabulário da língua portuguesa, ou seja, os dois termos estão corretos. O desafio é compreender quando cada um deve ser usado, respeitando a frase e a mensagem.

Enquanto o primeiro caso expressa a ideia de grupo, de uma turma que pode realizar atividades em conjunto, a grafia junto só deve ser utilizada para identificar alguém, aquele que tem ação — aqui pode ser um agente da lei ou alguém com poder para modificar a oração.

Exemplos: 

  • A gente viaja sempre, todo fim de ano.
  • A gente gosta de estudar, o tempo na escola é o mais divertido do dia.
  • O agente da lei é uma autoridade que precisa ser respeitada.
  • Estava perdido, por isso procurei o agente escolar.

Conseguiu entender as diferenças? O caminho é compreender as circunstâncias para não errar nas próximas redações! Lembre-se: há sempre uma regra para definir o uso de cada palavra.

Tópicos relacionados