Primeiro passo na Lua: o que mudou em 54 anos?

Anos se passaram desde a ultima missão do homem até a Lua, mas os avanços não pararam de acontecer

Redação Its Teens Florianópolis

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Em meio a uma corrida espacial entre duas potências mundiais, um novo marco na história foi atingido. Com a icônica frase “Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade”, há 54 anos Neil Armstrong deixava as primeiras pegadas na Lua.

Os primeiros passos do homem na lua foram transmitidos para o mundo todoAstronautas do Apollo 11 caminhando pela lua – Foto: NASA/Divulgação/Its Teens

A disputa entre os americanos e os soviéticos, durante a Guerra Fria, foi o palco de diversas conquistas e avanços envolvendo a exploração espacial.

Cansado de estar sempre atrasado, o governo dos Estados Unidos tomou uma das decisões mais ousadas na trajetória do país: enviar um homem à Lua.

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Após muitas tentativas, no dia 16 de julho de 1969, a nave Apollo 11 – projeto da Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) – levantou voo e seguiu em direção ao espaço. Aproximadamente quatro dias depois, o Módulo Lunar pousou no satélite natural da Terra.

Armstrong e o astronauta Buzz Aldrin exploraram o local por exatamente duas horas e 31 minutos, enquanto mais de 600 milhões de pessoas acompanharam a operação pela televisão.

Com o sucesso da expedição, foram realizadas cinco novas viagens e, em 1972, o último astronauta deixava suas pegadas no satélite. Apesar de já terem se passado mais de 50 anos desde o último humano chegar à Lua, muito se descobriu desde então.

A partir das rochas coletadas no ambiente lunar, foi possível obter novas informações sobre elementos  e composições químicas fora da Terra.

Tecnologias feitas a partir da viagem à Lua

A missão que levou o homem até a Lua permitiu o avanço da tecnologia dos satélitesSatélite da NASA orbitando o planeta terra – Foto: NASA/Divulgação/Its Teens

Além das pesquisas com os materiais apanhados, outras tecnologias foram desenvolvidas após a viagem à Lua.

Diversas áreas foram beneficiadas com as inovações, desde o setor da saúde – com as máscaras respiratórias para bombeiros – até indústrias de comunicação, com os aparelhos sem fio. Confira três exemplos:

Satélites: com o avanço da tecnologia dos satélites, anualmente diversos dispositivos são enviados para o espaço com diferentes funções: cuidar das comunicações; observar a Terra; auxiliar GPS; e contribuir no desenvolvimento da ciência espacial;

Miniaturas: com o objetivo de facilitar o transporte e diminuir o gasto de energia, os engenheiros da Nasa criaram maneiras de diminuir o peso dos itens usados nas missões, principalmente na parte eletrônica dos equipamentos.

Purificador de água: foi necessário criar um sistema para purificar a água durante a expedição dos astronautas. Essa invenção, que não utiliza cloro, é usada até hoje em torres de resfriamento, condicionadores de ar e limpeza de piscinas.

Missão Artemis 2

A próxima viagem para a Lua já está marcada para o ano que vem. Três astronautas da Nasa e um da CSA (Agência Espacial Canadense) foram escolhidos para formar a tripulação que fará uma órbita em volta da Lua durante a missão Artemis 2.

O maior objetivo é preparar novas jornadas que irão explorar o polo sul lunar, onde existem solos ricos em gelo.

Próxima parada: Marte

Depois da Lua, o planeta vermelho é o próximo a ser explorado pelo homemMarte vista de um dos telescópios da NASA – Foto: NASA/Divulgação/Its Teens

Nos últimos anos, muitos mistérios envolvendo corpos celestes na vastidão do universo foram descobertos.

Estrelas, galáxias, buracos negros, com cada exploração, o desejo de entender mais sobre o cosmo em que vivemos se expande. Mas há um planeta que desperta a curiosidade dos cientistas por séculos: Marte.

Os enigmas do planeta vermelho já inspiraram livros, filmes e são objeto de exploração desde 1960, já que é o segundo lugar mais acessível no nosso sistema solar, depois da Lua, e o mais parecido com a Terra.

Desde então, diversas descobertas já foram feitas: pedras preciosas, metano, minerais raros e outros vestígios que podem indicar sinais de vida no passado.

O plano é não parar por aí: projetos de construção de casas, estradas e plataformas de pouso em Marte já foram iniciados.

Ainda em 2023, a Nasa planeja iniciar testes em um foguete nuclear que diminuirá os riscos envolvidos nas missões e também reduzirá a duração da viagem entre a Terra e o planeta vermelho.

Outro programa já está em andamento. Com o “Life on Mars”, a agência espacial criou uma estrutura, instalada em um hangar da dependência, que simula as condições de Marte, incluindo dunas de areia, montanhas feitas de papelão e headsets de realidade virtual.

O projeto visa isolar três grupos de quatro pessoas durante um ano, a fim de ocasionar uma vivência fiel ao processo de viagem para povoar o planeta vermelho.

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