Professor de história investigado por mensagens nazistas em SC é afastado

Em conversas em um grupo do WhatsApp, ele disse que “Hitler foi melhor que Jesus" e fez elogios ao nazismo

Foto de Richard Vieira

Richard Vieira Criciúma

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Um professor de história da rede pública de Santa Catarina, que está sendo investigado por mensagens nazistas em um grupo privado no WhatsApp, foi afastado do cargo por 60 dias (leia abaixo). A decisão foi publicada nessa quinta-feira (4) no DOE (Diário Oficial do Estado).

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    Professor foi afastado do cargo na época - Internet/Reprodução/ND
    Professor foi afastado do cargo na época - Internet/Reprodução/ND
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    Mensagens foram enviadas em um grupo privado no WhatsApp - Internet/Reprodução/ND
    Mensagens foram enviadas em um grupo privado no WhatsApp - Internet/Reprodução/ND

Segundo a SED (Secretaria de Estado da Educação), o professor não dará aulas até que o processo administrativo, que apura a conduta dele, seja concluído. Ele lecionava em uma escola da rede estadual em Imbituba, no Sul catarinense. A identidade dele não foi revelada.

O professor também está sendo investigado pela Polícia Civil, após diversas denúncias chegarem até Delegacia de Imbituba, entre segunda e terça-feira (1º). Segundo o delegado Juliano Baesso, um inquérito já foi instaurado e o caso e corre sob sigilo.

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“A partir de agora, vamos começar a escutar as pessoas que fizeram a denúncia e, posteriormente, o interrogatório do investigado”, explicou Baesso ao ND+. Fazer apologia ao nazismo é crime, como estabelece a Lei 7.716/1989.

Professor elogiou o nazismo

O caso ganhou força nos últimos dias após prints das mensagens do grupo virem à tona nas redes sociais. Neles, o professor escreveu que “Hitler foi melhor que Jesus, pelo menos expurgou o que não prestava”.

Como mostram as imagens, o professor também disse que o líder do nazismo “tinha razão”. “Tem classe superior e inferior, por exemplo aqueles que votaram no Lula são inferior”.

Além disso, ele afirmou que “queria ser o cara responsável por expelir o gás [a quem votou no PT]”, fazendo alusão ao campo de concentração mantido pela Alemanha nazista, que matou entre 1,1 e 1,5 milhão de pessoas em câmaras de gás, de fome ou por doenças.

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