Professora cria jogos infantis com material reciclado

No CMEI Professora Nerozilda Pinheiro Ferreira, em Navegantes, crianças da Educação Infantil desenvolvem habilidades com jogos feitos a partir de materiais não estruturados

Luis Gustavo Varela Navegantes

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Melhor do que possuir todos os jogos de tabuleiro é poder ter a criatividade de construí-los e utilizá-los de várias formas. Na Educação Infantil, a atividade lúdica e o aprender brincando é considerada a melhor estratégia pedagógica e a criançada fica atenta e curiosa em se envolver e participar.

Professora Paula Cristina Gonçalves desenvolve jogos sustentáveis com papelão, tampas, garrafas pet e palitos – Foto: Luis Gustavo Varela/Divulgação/its TeensProfessora Paula Cristina Gonçalves desenvolve jogos sustentáveis com papelão, tampas, garrafas pet e palitos – Foto: Luis Gustavo Varela/Divulgação/its Teens

O mais legal disso tudo é que os materiais para construção desses jogos não são estruturados, ou seja, são sustentáveis, pois utilizam, principalmente, papelão, tampas, garrafas pet e palitos, que ganham vida em uma nova função de ativar a cognição e a coordenação motora das crianças.

A professora Paula Cristina Gonçalves, que atua no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Nerozilda Pinheiro Ferreira, não mede esforços – nem talento – para desenvolver suas atividades pedagógicas. Ela possui um acervo de jogos pedagógicos e já construiu dezenas de brinquedos lúdicos sustentáveis feitos a partir de materiais não estruturados.

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Um mundo de canetinha e papelão

Pós-graduada em Ludopedagogia e Alfabetização e Letramento, a professora Paula descobriu que o papelão permite fazer tudo aquilo que você quiser e sua imaginação permitir. “Eu poderia até comprar um jogo, mas dessa forma eu consigo tirar uma ideia, adaptar e construir da forma que eu pretendo usar. Quem nos apoia muito são as monitoras, pois nos ajudam a confeccionar os jogos. Com canetinha e papelão você faz o mundo.”

Além do papelão, outros aliados da professora na criação de jogos são as sucatas. Tudo isso para cativar as crianças e desenvolvê-las em sua aprendizagem. “Com cores, com formas, com letras, imagens, com tudo é possível fazer eles assimilarem o conteúdo de uma forma lúdica sem ter que ser algo maçante e desinteressante para as crianças”, relata Paula.

Na lista de criação da professora Paula, os jogos de memória são desenhados e pintados por ela. “As crianças aceitam muito bem. Porque uma coisa é você pegar um papel e colocar as letras, outra é mostrar um jogo em que você trabalha letra, número, quantidade, equilíbrio, percepção, porque algumas são de montagem; outras são de encaixe”, indica.

De acordo com Paula, o avanço do desenvolvimento das crianças é gradual, observando as percepções e assimilações que fazem com cores, tamanho, números e letras. Ela ainda dá a fórmula para uso de um dos jogos.

“Eu fiz um painel com números de zero a nove, com pezinhos e mãos, que é a parte lúdica da Educação Infantil. Os números se soltam e se encaixam em uma superfície dupla que fica o recorte para fixar. O narizinho do número é de tampinha de garrafa pet, para a criança poder segurar, e cada um tem a sua cor. Os maiorzinhos, que já reconhecem o número, por exemplo, vão fazer a sequência numérica, e os pequenos, que estão mais devagar, vão associar o número com as cores. Então eu não vou atingir apenas um aluno, mas todos de várias formas”, detalha.

Oficina para aprender com as crianças

O “Sábado Letivo”, que movimentou a unidade no mês de outubro, foi o momento de as famílias estarem presentes nas escolas acompanhando as crianças. A professora Paula também realizou uma oficina junto aos pais com jogos alusivos.

A diretora, Débora Schneider, reconhece a importância de iniciativas como a da professora Paula. “Ela é uma excelente professora, sempre traz novas ideias e inova nas práticas dela, envolve as nossas crianças e traz muito orgulho para nossa escola. O trabalho dela só acrescenta e agrega”, avalia.

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