Professora da UFSC é a 1ª mulher eleita presidente da Sociedade Brasileira de Física

Débora Peres Menezes diz que o resultado mostra às meninas interessadas em ciência "que é possível ter uma mulher em posição de destaque"

Erika Artmann Florianópolis

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Débora Peres Menezes é professora do Departamento de Física da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e, recentemente, se tornou a primeira mulher eleita para presidir a SBF (Sociedade Brasileira de Física).

O resultado da eleição foi divulgado na última sexta-feira (18) e a posse da cientista está prevista para o dia 16 de julho.

Professora da UFSC e primeira mulher eleita para presidir a Sociedade Brasileira de Física – Foto: Arquivo pessoal / Débora Peres MenezesProfessora da UFSC e primeira mulher eleita para presidir a Sociedade Brasileira de Física – Foto: Arquivo pessoal / Débora Peres Menezes

A professora conta que o cargo significa um bocado de trabalho, tem uma importância grande e mostra “para as meninas e para as jovens que estão começando na carreira ou se interessam por ciência, que é possível ter uma mulher em posição de destaque”.

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Débora é graduada em Física pela USP (Universidade de São Paulo) e possui mestrado pela mesma instituição. Cursou doutorado na University of Oxford, na Inglaterra, e pós-doutorado pela Universidade de Coimbra, localizada em Portugal. Entre outras experiências acadêmicas, a cientista paulista é docente da UFSC desde 1992.

Sociedade Brasileira de Física

A SBF foi fundada em 1966. Eles são responsáveis por organizar ações como a Olimpíada Brasileira de Física e coordena o MNPEF (Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física).

“A SBF vem juntar esforços com as outras sociedades científicas brasileiras, na tentativa de um resgate de melhores condições de trabalho para os cientistas”, diz Débora.

Outras duas mulheres ocuparam o cargo antes da eleição de Débora. A Professora Elisa Saitovich assumiu a presidência da Sociedade em 2002, quando José Roberto Leite deixou a cadeira para se tornar diretor da CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Em 2016, Belita Koiller, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também ocupou a presidência. Ela foi eleita vice-presidente e assumiu a cadeira quando Ricardo Galvão, presidente na época, deixou o cargo para dirigir o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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