Preocupados com o retorno presencial das aulas na rede municipal em Itajaí, os professores decidiram pelo Estado de Greve até a vacinação da classe e a partir daí retorno das aulas presenciais no município.
O que significa que a qualquer momento, a categoria pode decidir pela paralisação das atividades presenciais.
Cerca de 80% dos pais optaram pelo retorno às aulas presenciais em Itajaí – Foto: Elias Gotaski/NDTVItajaí retornou as aulas na segunda-feira (8) e a assembleia que decidiu pelo Estado de Greve foi na noite desta terça-feira (9). De acordo com Francisco Johannsen, presidente do Sindifoz (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Região da Foz do Rio Itajaí), a reunião foi um pedido da categoria.
SeguirJá na semana passada os professores se reuniram com o Sindifoz e apresentaram diversas preocupações deliberando por uma assembleia e um comunicado oficial à prefeitura.
“É impossível manter o distanciamento na educação infantil, por exemplo, por isso a preocupação dos educadores, em se infectar ou contaminar os estudantes, buscamos uma segurança maior para todos”, explicou Francisco.
Ainda de acordo com o sindicalista, a categoria defende o trabalho remoto e não a paralização total. “Não queremos parar de trabalhar, queremos seguir em trabalho remoto até que a categoria seja vacinada. Então estamos pedindo para a prefeitura que reavalie as condições atuais de trabalho”, destacou Francisco.
A prefeitura afirmou que ainda não foi informada sobre o Estado de Greve e que a tarde deve decidir se haverá uma reunião com os professores ou alguma ação em relação à decisão.
O que é Estado de Greve?
De acordo com o Sindifoz, o Estado de Greve significa um alerta para a prefeitura sobre as necessidades e preocupações com a categoria, a partir da resposta do Executivo a classe irá decidir se vão parar as atividades presenciais ou não.
“É um aviso: ‘prefeitura precisamos disso’. A partir da resposta vamos decidir se iremos parar as atividades presenciais ou não. O que está decidido é que não será uma paralisação total, apenas das atividades presenciais que seguirão de forma remota, caso a decisão seja essa”, defendeu o presidente, Francisco Johannsen.