A greve nacional dos professores começou na segunda-feira (15) com adesão de ao menos 21 instituições federais, conforme o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).
Representantes de 34 seções sindicais aprovaram a deflagração da greve nacional – Foto: Reprodução/Andes-SNA categoria reivindica o reajuste salarial, a reestruturação da carreira e a recomposição orçamentária das universidades, centros de educação tecnológica e institutos federais.
Os professores pedem o reajuste de 22% nos salários, a ser dividido em três parcelas iguais de 7,06%. A primeira parcela seria para este ano e as outras para 2025 e 2026.
SeguirO movimento também exige a revogação de normas aprovadas nos governos Temer (2016–2018) e Bolsonaro (2019–2022), além do reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.
Mobilização nacional protesta pela recomposição orçamentária das universidades e reajuste dos auxílios estudantis – Foto: Freepik/Reprodução/NDOs trabalhadores rejeitaram na quarta-feira (10) a proposta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, apresentada na última Mesa Setorial Permanente de Negociação.
O governo federal manteve a proposta inicial de reajuste salarial zero. As medidas oferecidas aos professores foram:
- o aumento no auxílio-alimentação, de R$ 658 para R$ 1000;
- um reajuste de 51% no valor per capita da Saúde Suplementar, considerando a faixa de idade e renda do servidor;
- um reajuste no valor da assistência pré-escolar de R$ 321,00 para R$ 484,90.
A greve foi deflagrada em reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior do Andes-SN na quarta-feira, com 22 votos favoráveis, 7 contrários e 5 abstenções.
Professores de 21 instituições estão em greve
Docentes da UFPR (Universidade Federal do Paraná) entrou em greve na segunda-feira por tempo indeterminado – Foto: Marcos Solivan/UFPR/DivulgaçãoConforme o levantamento do sindicato, ao menos 21 instituições federais aderiram à mobilização nacional dos professores. A greve começou em 15 de abril e deve se estender por tempo indeterminado.
Confira a lista:
- Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) – campi Pouso Alegre e Poços de Caldas;
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – campus Rio Grande;
- Universidade Federal do Rio Grande (FURG;
- Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG);
- Instituto Federal do Piauí (IFPI);
- Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB);
- Universidade Federal de Brasília (UnB);
- Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF);
- Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);
- Universidade Federal de Pelotas (UFPel);
- Universidade Federal de Viçosa (UFV);
- Universidade Federal do Cariri (UFCA);
- Universidade Federal do Ceará (UFC);
- Universidade Federal do Espírito Santo (UFES);
- Universidade Federal do Maranhão (UFMA);
- Universidade Federal do Pará (UFPA);
- Universidade Federal do Paraná (UFPR);
- Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB);
- Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa);
- Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR);
- Universidade Federal de Rondônia (UNIR).
Outras universidades e institutos federais estão em estado de greve, ou com indicativo de greve sem data de deflagração.
Os professores de Santa Catarina estão em greve?
Em meio à greve dos servidores, os docentes da UFSC rejeitaram a adesão – Foto: Henrique Almeia/AgecomNa UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), os professores rejeitaram a adesão à greve em 6 de abril. A votação eletrônica registrou 582 votos contra a paralisação, 512 a favor e 24 em branco.
Os servidores da universidade, por outro lado, estão em greve desde 11 de março. A mobilização nacional foi convocada pela Fasubra Sindical. A categoria reivindica a recomposição salarial e a reestruturação da carreira.
Apesar da mobilização de professores e servidores, as aulas foram mantidas no IFSC – Foto: Divulgação IFSC/Reprodução/NDJá os professores e servidores do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina) são representados pela mesma entidade sindical, o Sinasefe. Ambas categorias entraram juntas em greve no dia 8 de abril.
O IFC (Instituto Federal Catarinense) também é associado ao Sinasefe. Os docentes e servidores deflagraram greve em 3 de abril, dia da paralisação nacional.