Projeto de reciclagem aproxima estudantes da leitura e da escrita

Crianças estão aprendendo a dar um novo destino ao lixo, além de aproveitar o tempo na escola para despertar o interesse pela leitura

Ana Caroline Arjonas Navegantes

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Seja no caminho até a escola, na volta para a casa ou durante a brincadeira com os amigos, é comum descartar alguns itens e objetos ao longo do dia, incluindo aquele papel de bala ou as embalagens após as refeições. Mas e se a reciclagem e a leitura fossem parceiras em um mesmo projeto? Você já pensou como seria cuidar da natureza e ainda viajar pelas histórias e contos dos livros?

O espaço, confortável e criado por eles, incentiva a leituraFocando em construir um espaço para leitura, estudantes aprenderam a dar um novo destino aos itens que seriam descartados – Foto: EM Profª Rosa Maria Xavier de Araújo/Divulgação/its Teens

Na Escola Municipal Professora Rosa Maria Xavier de Araújo, esse desejo já é uma realidade para as crianças. O projeto “Reciclagem e o artesanato como instrumento da educação ambiental no ambiente escolar” é realizado pela professora regente Samantha Gabriella Faria da Silva, junto com as agentes de educação Francelina Maria Pereira, Talia Soares da Conceição e Daniela Cristina Rodrigues, incluindo o instrutor de tecnologia Gerson Luis Carniel Filho.

A ideia surgiu com o objetivo de dar um novo destino para os itens que são descartados, mostrando que é possível criar arte com o que, por muito tempo, foi visto como lixo.

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A preocupação com o meio ambiente começou a ser dividida com os pequenos, que aprenderam a criar até mesmo puffs com caixas de leite — a embalagem serve como assento e o estofado é criado com panos.

E, a partir desta criação, um espaço da sala passou a ser destinado à leitura, criando o cantinho dos livros. Com tapete, uma árvore de itens recicláveis e diversas histórias, é naquele ambiente que a turma quer estar, seja depois de concluir as atividades ou nas horas vagas, aproveitando a leitura

A leitura que leva à escrita

Além de conhecer personagens e trajetórias, a iniciativa também está colocando as crianças como autoras, escritoras do próprio enredo. “Eles estão escrevendo suas próprias histórias, estão colocando suas ideias, a imaginação durante o nosso trabalho em sala de aula”, comenta Samantha.

E esse desejo de dar vida ao que está na mente também tem aproximado os envolvidos da tecnologia, já que agora eles vão para a sala de informática para digitar os textos.

“Incentiva a escrita e a leitura porque aqueles que ainda têm dificuldade, eles querem ir lá na informática, digitalizar, ter o livro, então eles vão se esforçar”, explica a professora.

O livro será editado até o fim do ano, levando em consideração a percepção de cada um diante dos desafios que são propostos em sala de aula, seja após uma atividade de reciclagem ou até mesmo de artesanato.

Agora, além do gosto pelos livros, compartilhados no novo espaço ou em casa, com a ficha da leitura — dia em que os pequenos vão embora com o livro e voltam com a percepção do que aprenderam —, eles também estão levando para as famílias a vontade de dar um novo destino para o que é produzido. “O mais importante de tudo não é fazer, é puxá-los para que eles façam”, finaliza a educadora.

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