Um projeto do bem envolvendo bicicleta tem incentivado a adoção de hábitos saudáveis e contribuído para o desenvolvimento mais sustentável do planeta.
O “Vai de bike”, do Centro de Educação Infantil (CEI) Cachinhos de Ouro, vencedor de um concurso promovido por empresa privada em 2018, funciona com empréstimo de bicicletas para as famílias da unidade usarem como meio de transporte e lazer.
Família usa bicicleta para percorrer o caminho entre a escola e a residência – Foto: Renata Bomfim/Divulgação/Its TeensCom quatro bicicletas para adultos e duas infantis, equipadas com cadeirinhas (e cadeira adaptável para casos de baixa mobilidade), capacetes e rodinhas, o CEI controla o funcionamento do bicicletário por meio de um contrato simples feito com as famílias.
Seguir“O melhor de tudo é a experiência que a gente consegue proporcionar para as crianças. Vai muito mais da atitude dos pais, desde cedo, de estarem usando a bicicleta como meio de locomoção. É uma semente que a gente planta”, diz Fernanda Persike, diretora da unidade.
A ideia surgiu por conta de uma prática do CEI de incentivar o passeio ciclístico pelo bairro com as famílias da unidade. Apesar da boa adesão, nem todas participam por não ter uma bicicleta disponível. Foi então que a direção e a equipe escolar criaram o projeto “Vai de bike”.
Com duas filhas matriculadas na unidade, Amanda Cássia Magalhães Chaves e Thales Compiani Puccini têm usado as bicicletas para levar e buscar as crianças no CEI. Participativa nas ações da unidade, a família logo abraçou o projeto e viu que seria uma possibilidade de praticar atividade física e deixar o carro em casa.
“A gente começou a ver que é uma maneira de economizar no combustível, melhorar nos exercícios, ter atividade com as crianças, meio ambiente com menos carbono na atmosfera. E tem tudo a ver com a gente: não é só uma questão de solução momentânea, mas de estilo de vida”, destaca Thales.
Por que andar de bicicleta é tão legal?
Seja para lazer, atividade física ou transporte, quem anda de bicicleta sabe que esta prática promove benefícios ao organismo humano e faz bem não só para a saúde do corpo, mas para o planeta também.
Além de liberar hormônios que promovem a sensação de bem-estar e prazer, o coração também agradece: o ato de pedalar contribui no bom funcionamento das veias e artérias, que controlam a pressão arterial.
Mas não é só isso: pedalar gera mais resistência, fortalece os músculos, aumenta a capacidade cerebral, aperfeiçoa o equilíbrio e reflexo, além de reduzir o estresse e melhorar a qualidade do sono.
E se faz bem para a saúde do corpo, trocar o carro pela bicicleta também soma muitos pontos para diminuir os impactos que os gases poluentes causam ao planeta.
A conta é simples: quanto mais bicicleta nas ruas, menos poluentes no ar – e isso é comprovado cientificamente. Um estudo feito aqui no Brasil pela Aliança Bike e o Laboratório de Mobilidade Sustentável (LABMOB), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ainda em 2017, mostrou que pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte deixam de produzir uma quantidade significativa de gás carbônico por ano.
A pesquisa usou como base o censo de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelou que cada uma das oito mil pessoas que usavam, lá naquela época, a bicicleta como meio de transporte, era responsável pela diminuição de mais de quatro quilos de CO2 enviados para a atmosfera.
Tudo é questão de prática (e consistência)
Se você não sabe andar de bicicleta, mas tem vontade de aprender, calma que nem tudo está perdido.
Comece aos poucos, com os primeiros passos: se tiver uma bicicleta em casa, passe os pés por ela e, em vez de sentar no banco e pedir que alguém ajude no equilíbrio, comece andando com os próprios pés no chão sem pedalar.
Depois, treine pequenos impulsos para desenvolver o seu equilíbrio e controle com a bicicleta. Neste início, se o quintal de sua casa não tiver espaço, convide um adulto para ser sua companhia e procure um lugar com menos movimento para que possa treinar.
Se possível, use capacete e protetores nos cotovelos e joelhos para sua segurança. E, o mais importante: tudo é questão de prática…. e consistência também.