A aula aberta “Espacialidades da branquitude e do racismo no Brasil”, apresentada pelo professor Willian Luiz da Conceição e divulgada pelo Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed), da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), acontecerá na próxima sexta-feira (18), às 19h30, pelo Youtube, sem necessidade de inscrição.
“Racismo não é patriotismo” – Foto: Pixabay/DivulgaçãoEsse evento é parte da disciplina de Educação das Relações Étnicorraciais (ERER), ministrada pela professora Camila Betoni, do Departamento de Pedagogia. Camila é a responsável por sediar a live no dia 18.
De acordo com os organizadores da aula aberta, é recomendado ler previamente o livro publicado por Willian no último ano, intitulado “Branquitude: Dilema racial brasileiro”, da Editora Papéis Selvagens.
SeguirSobre o professor
Willian Luiz da Conceição é historiador formado pela Udesc e mestre em Antropologia Social pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
Recentemente, concluiu seu doutorado em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ser pesquisador sobre identidades nacionais, racismo e relações raciais no Brasil, colonialismo e colonialidade na Guiana Francesa.
Conheça “Branquitude: Dilema racial brasileiro”
De acordo com o autor, a branquitude (ou a brancura) não é o contrário de negritude. Esses conceitos surgem e se enraízam nos discursos políticos em diferentes momentos históricos, envolvendo diferentes fenômenos e propósitos sociais.
William explica que enquanto a negritude é um conceito que realça os sentidos de pertencimento e de orgulho negro destroçado pelo colonialismo, se elevando como voz regenerativa e em busca de afirmação identitária, a branquitude é um conceito elaborado a partir de um discurso ético, criado para desnivelar certos processos e relações estruturais de dominação e para desmascarar a face oculta do colonialismo, transformando-o em um ideal universal; e é assim que seu ensaio se desenrola.