Do cuidado com a horta até a reutilização do material usado em sala de aula, todos os projetos desenvolvidos nas creches e escolas municipais de Joinville passam pelo olhar pedagógico e mais sustentável.
CEI Raio de Sol foi um dos ganhadores da 10ª edição do Prêmio Interdisciplinar de Educação Ambiental – Foto: CEI Raio de Sol/Divulgação/its TeensDesenvolver crianças e adolescentes conscientes do seu papel na sociedade, além de ensinar sobre a importância da preservação e de atitude sustentável, ainda incentiva o cuidado com a manutenção dos recursos naturais.
No Centro Educacional Infantil (CEI) Raio de Sol, no Vila Nova, o desenvolvimento de espaço sustentável faz parte do DNA da unidade. Ganhador da 10ª edição do Prêmio Interdisciplinar de Educação Ambiental, o projeto de uma Produção Agroecológica Integrada Sustentável (Pais) une a horta pedagógica com a criação de animais no ambiente que aproxima as crianças do contato com a natureza e deve ser construído em 2023.
SeguirA ideia inovadora do CEI é uma inspiração do que pequenos agricultores já fazem, sempre com o cuidado sustentável, pedagógico e livre de produtos tóxicos. No formato de uma mandala, a horta circular conta com a construção de um galinheiro ao centro.
“Desta forma as folhas descartadas dos canteiros alimentam as galinhas e as galinhas produzem substrato para a horta. Os resultados são ovos e vegetais para consumo e comercialização”, descreve o projeto da unidade.
Com o projeto, além de trabalhar a sustentabilidade, o espaço vai produzir composto orgânico e ainda ser fonte de alimentação para os animais, reduzir em 50% os produtos externos servidos na merenda escolar e ainda gerar renda para a unidade com a venda de produtos vegetais e orgânicos.
Para apresentar a ideia do espaço sustentável da unidade, o CEI passou por formações com a Essencis Catarinense, empresa idealizadora do prêmio, que definiu três ações práticas de aplicações sustentáveis.
Com toda a unidade mobilizada, envolvendo 360 crianças do primeiro e segundo períodos da Educação Infantil, as ações de redução do lixo na escola passaram pelo uso consciente de papel, com a confecção de “bloco criativo individual” com materiais ainda em bom estado para uso nas atividades pedagógicas.
Além disso, para incentivar a autonomia das crianças e reduzir o desperdício de alimento na hora da merenda, o “termômetro do consumo consciente” foi aplicado na unidade com as cores do semáforo para que os pequenos pudessem visualizar a necessidade de atenção para cada quantidade de comida desperdiçada.
No cuidado com os animais, a arrecadação de tampas de garrafa gerou dinheiro para ajudar a custear a castração e alimentação dos bichos que vivem em ONGs da cidade. Na alimentação, o projeto “Horta afetiva” aproximou as crianças dos elementos da natureza desde a preparação da terra e o plantio até a colheita e a venda dos produtos naturais.
E a proposta de revitalização de um espaço educador mobilizou o CEI para repensar a proposta “Cozinha da natureza”, que usa a imaginação das crianças para explorar o lugar sustentável desenvolvido na escola.
“Eu fiz comida de mentira, com pedra”, relembra, sorrindo, Nicolas Eduardo Wanjowsky. É que na proposta do espaço, os elementos da natureza serviram “como alimentos nas brincadeiras, selecionadas pelas próprias crianças e pintadas com cola colorida e tinta guache”, como descreve o projeto.
Premiação no Ensino Fundamental
EM Doutor Abdon Baptista – Foto: EM Doutor Abdon Baptista/DivulgaçãoDo outro lado da cidade, o projeto sustentável desenvolvido na EM Doutor Abdon Baptista também ganhou reconhecimento no 10º Prêmio Interdisciplinar de Educação Ambiental.
Na unidade, o “Projeto desbravadores por natureza” une alimentação saudável, horta pedagógica e compostagem, numa proposta que incentiva a mudança de mentalidade e atitude de cuidado e respeito com o meio ambiente por parte de todos os alunos da escola.