O reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Irineu Manoel de Souza, foi até a posse do ministro da Educação, Camilo Santana, na sede do MEC (Ministério da Educação), em Brasília (DF), na última segunda-feira (2).
Ministro Camilo Santana (esquerda) e o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, (direita) durante a cerimônia de posse do novo titular do MEC – Foto: Arquivo pessoal/NDNa ocasião, o reitor tirou uma foto com o novo titular da pasta e se colocou à disposição para conversar sobre o atual cenário da educação e das universidades federais.
“Nós temos a expectativa que ocorra um novo momento junto das universidades, também de recomposição e contratação de professores e técnicos administrativos. Assim como esperamos um diálogo mais frequente e permanente entre as unidades de ensino e o próprio ministro”, conta Irineu Manoel de Souza.
SeguirO representante da UFSC disse que aguarda uma reunião com todos os reitores das universidades federais para tratar de temas envolvendo as unidades de ensino.
“O ministro mostrou-se muito feliz com a presença dos reitores e o seu discurso foi muito importante por abordar as universidades. Sabemos que a situação econômica não se resolve de um dia para o outro, mas estamos otimistas de um cenário de melhora na educação”, finaliza Irineu Manoel de Souza.
Reforço no orçamento das universidades
Durante a solenidade de posse, o ministro Camilo Santana abordou a necessidade de ampliar os investimentos voltados às universidades para reforçar o ensino superior.
Camilo Santana assume o Ministério da Educação em 2023 – Foto: Luis Fortes/MEC/Divulgação/ND“Pretendemos reforçar o orçamento das nossas universidades, que foram sucateadas no último governo com uma visão equivocada, distorcida e de viés ideológico. A universidade precisa ser um espaço democrático, livre, que estimule a criatividade, a liberdade de expressão e um olhar de um mundo mais solidário e humano”, discursou o ministro da Educação.
Além disso, Camilo Santana disse que iniciará discussões para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação com as universidades, institutos federais, organizações não-governamentais, estado e municípios.
O titular da pasta adiantou ações que considera serem urgentes, como a retomada de obras em creches, escolas e outros equipamentos paralisados no País por falta de repasse de recursos federais.
Entre outros exemplos citados está a recuperação da qualidade da merenda escolar nas escolas públicas, fortalecimento da autonomia das universidades e a garantia de mais investimento em ciência e tecnologia.