Campo, bola e jogador. São poucas palavras, mas você já foi capaz de imaginar um cenário conhecido (e amado) por muitos. Em Navegantes, o time feminino e masculino do Centro Educacional Professora Maria de Lourdes Couto Cabral – CAIC ganharam destaque no campeonato Moleque Bom de Bola.
O incentivo para ser jogador faz parte da rotina das equipes no Centro Educacional Professora Maria de Lourdes Couto Cabral – CAIC – Foto: Eduardo Dunka Macena/Divulgação/its TeensA escola participou na etapa municipal com três categorias: feminino dos 11 aos 14 anos (campeãs), masculino dos 11 aos 14 anos (vice-campeões) e no masculino dos 15 aos 17 anos (campeões) — os vencedores foram avançando até chegar à fase estadual.
O incentivo veio do diretor Valdemir Chagas Santos Júnior e do professor de Educação Física Gabriel Luiz Tamanini — além de contar com o estímulo de alguns pais, que já foram jogadores da mesma escola.
SeguirAs conquistas são o resultado do empenho e dos treinos, já que a rotina como jogador é seguida na unidade e fora dela, com a prática de atividade física no contraturno.
“O desenvolvimento acontece gradativamente. Os alunos conseguem aprimorar e vivenciar experiências dentro do esporte através de aulas e eventos escolares, como os Jogos Escolares de Navegantes (JEN), Moleque Bom de Bola e nos interclasses”, comenta Gabriel, que criou a identificação com o esporte ainda criança, com o sonho de ser professor e ter a própria escolinha de futebol, desejos que foram alcançados.
E por mais que a rotina em campo seja regida pela disciplina e pelo respeito, o ato de participar e disputar é a verdadeira motivação.
“Sempre incentivo os alunos a jogar, querendo conquistar seus objetivos e fazer aquilo que gostam. Indiferente aos resultados, é muito gratificante ver eles participando, se tornando pessoas melhores por meio do esporte”, salienta Gabriel, que ressalta a fama da escola, conhecida por ser um “celeiro” de craques.
Para ser um jogador é necessário ter foco e disciplina, características dos times que foram destaque em Navegantes – Foto: Gabriel Tamanini/Divulgação/its TeensDe olho no jogador
Além da trajetória que ficará marcada na história da escola, a rotina com o esporte também é uma forma de incentivar a união e a confraternização entre as pessoas, com ganhos que podem refletir no futuro.
“Você trabalha isso com os alunos, da importância de competir, de saber perder, de saber ganhar, de saber que vai lutar pelo grupo”, explica o diretor Júnior, que acredita no esporte como o caminho para muitos adolescentes.
Por mais que o início no futebol tenha tido incentivos diferentes, a adrenalina em campo e o desejo de fazer o melhor movem os estudantes Matheus Henrique dos Santos, 15, nono ano, Emanuella Cristine Rodrigues, 14, nono ano, Gabrielly de Matos Gonçalves, 14, oitavo ano e Wesley Gabriel Gomes de Oliveira, 15, nono ano.
“No quarto ano o professor Gabriel me chamou, e desde então comecei a jogar os jogos escolares. Sempre fomos mais fortes no futebol”, explica Matheus, que começou a jogar aos 11 anos e atua no meio de campo.
No caso de Gabrielly, que também é responsável pelo meio de campo, o desejo surgiu após observar os meninos.“Conversei com o professor Gabriel, e ele falou: ‘Se você quer participar dos jogos, monta o time’, eu fui falando com as meninas que eu sabia que gostavam de jogar bola e fui chamando, elas aceitaram e começamos a participar”, conta a aluna.
A lateral Emanuela voltou a jogar quando chegou no CAIC, no oitavo ano, e o goleiro Wesley, antes de tentar o gol, tinha em mente o ataque, área de preferência de muitos. Para aqueles que estão há anos na unidade, a sensação é de honra. “Eles vão ser conhecidos além de Navegantes, vão ser conhecidos pelo Estado inteiro, e isso é muito legal”, finaliza o diretor.