Saiba até quando estudantes poderão renegociar as dívidas do Fies

Governo disponibilizou canais de renegociação para aqueles que buscam saldar as dívidas e restabelecer o crédito positivo

Foto de Agência Brasil

Agência Brasil Brasília

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Cerca de um milhão de estudantes brasileiros está com parcelas do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) atrasadas. Iniciada em 7 de março, a jornada de renegociações vai até 31 de agosto.

O governo federal disponibilizou canais de renegociação para aqueles que buscam saldar as dívidas e restabelecer o crédito positivo para quem se encontra negativado.

Fundo de Financiamento Estudantil,Fies – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil; /Agência Brasil/NDFundo de Financiamento Estudantil,Fies – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil; /Agência Brasil/ND

Segundo o presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Marcelo Lopes da Ponte, cerca de R$ 9 bilhões são devidos em parcelas não pagas. O saldo devedor total do Fies é de R$ 38,6 bilhões, dos quais o governo federal tenta recuperar uma parte com o novo programa de quitação de dívidas.

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Participação

Para participar, o estudante deve ter parcelas em atraso a partir de 90 dias. Os descontos vão de 12% a 92%, e os planos de parcelamento podem chegar a 150 parcelas. Estudantes interessados podem simular os novos contratos de maneira digital, por meio dos apps do Banco do Brasil ou da Caixa.

O presidente do FNDE informou, ainda, que os estudantes com nome negativado em serviços de proteção ao crédito terão o cadastro restabelecido assim que quitarem a primeira parcela.

Salário-educação

Segundo Ponte, o FNDE já repassou mais de R$ 1,36 bilhão do salário-educação a estados e municípios, que devem ser investidos em infraestrutura escolar, material didático e transporte para alunos.

“O salário educação é uma das principais fontes de financiamento da educação pública no Brasil. Cabe ao gestor local definir qual a melhor destinação de recursos, de acordo com a realidade de cada rede. Pode investir em várias ações, como: capacitação de professores, construção, reforma, ampliação de escolas”, explicou.

Marcelo Lopes da Ponte explicou, ainda, que a previsão é que o FNDE repasse anualmente cerca de R$ 15 bilhões em salário-educação para estados e municípios, o que deverá fortalecer a educação de nível fundamental e médio.

“Ao lado do Fundeb, [o salário-educação] é uma fonte importante de recursos para manutenção do desenvolvimento do ensino básico.”

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