SC possui a segunda maior taxa de matrículas de jovens no ensino superior do país

Apesar do número, as matrículas em Santa Catarina representam apenas 4,5% do total brasileiro

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Ana Schoeller Florianópolis

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O Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil, divulgou nesta terça-feira (14) o Mapa do Ensino Superior. O estudo detalhado mostra que Santa Catarina possui a segunda maior taxa de escolaridade líquida do país, perdendo apenas para o Distrito Federal.

Santa Catarina tem a segunda maior taxa do país de jovens matriculados no ensino superior – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/NDSanta Catarina tem a segunda maior taxa do país de jovens matriculados no ensino superior – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/ND

Apesar do dado, as matrículas em Santa Catarina representam apenas 4,5% do total no Brasil.

A taxa de escolaridade líquida é medida pelo percentual de jovens de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior em relação ao total da população da mesma faixa etária. A taxa é de 26,5% no Estado.

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Se por um lado mais jovens estão no ensino superior, por outro, as taxas de matrícula em relação ao país ainda são muito baixas no Estado. Em relação à região Sul, Santa Catarina representa 26,4% dos estudantes matriculados nas Instituições de Ensino Superior da região.

Outro importante dado da pesquisa é que 83,2% das matrículas totais (presencial e EAD) do Estado estão em instituições privadas. Em relação às modalidades, 57,7% das matrículas são em cursos presenciais, a menor percentagem da região Sul e uma das menores do país (fica a frente apenas do Pará).

Menos matrículas para cursos presenciais

O estudo explica ainda que o crescimento de matrículas presenciais voltou a ter decréscimo em 2019, mas a rede privada ainda detém 71,7% das matrículas presenciais de Santa Catarina. O crescimento das matrículas presenciais de 2009 a 2019 foi de 12,1%. Na rede privada, esse aumento foi de 25,5%.

Os dados apontam que a rede pública teve queda em matrículas de cursos EAD (Educação à distância), quanto na rede privada, o número subiu. Esse aumento foi concentrado na rede privada (215%), enquanto a rede pública teve queda de 59,6%. Os dados analisados também são de 2009 a 2019.

Daniel Vasconcelos, pró-reitor de graduação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) acredita que são vários os fatores para expansão de cursos EAD em redes privadas. A soma de crise econômica com a possibilidade de realizar o curso à distância se adequando a rotina de estudantes que, muitas vezes, precisam se manter ou ajudar a família, pode contribuir para o crescimento.

No entanto, o pró-reitor explicou para o ND+ que há preocupações sobre a qualidade de ensino presente nesta modalidade.

“Há uma preocupação com a qualidade da expansão destes cursos. A qualidade precisa ser acompanhada. Melhor supervisionada do ponto de vista do MEC, por exemplo. A abertura de cursos à distância é menos custosa, mas é preciso garantir que a formação seja adequada. Formação adequada é uma das coisas mais complexas para ser garantidas”, explica Vasconcelos.

Rede privada possui mais matrículas em cursos EAD – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Gov SC/ArquivoRede privada possui mais matrículas em cursos EAD – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Gov SC/Arquivo

Taxa de evasão

Apesar de deter a maior taxa de matrículas, a rede privada também tem a maior taxa de evasão. O dado é de 26,5 % em cursos presenciais da rede desta modalidade contra 20% da rede pública. Nos cursos EAD a taxa é de 31,3% na rede privada contra 15,1% na rede pública.

O estudo revela ainda que a Grande Florianópolis é a região do Estado com a maior taxa de evasão. São 34,5% nos cursos presenciais e 34,3% nos cursos EAD.

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